terça-feira, 3 de outubro de 2017

Chega a dar medo só de olhar a imagem!


 Passeando pela internet numa busca por lendas e mitos, encontrei algumas imagens de locais um pouco tenebrosos. Claro que esses locais tem todo um cortejamento de curiosos que querem vê-los ou passear por eles. Veja mesmo Aokigahara, também conhecida como Mar de Árvores, no Japão; a Floresta dos Suicidas. É uma floresta onde as pessoas realmente vão pra se matar. Como pode então, algum ser racional, que não tenha esse desejo ir até o local só pra "passear". Claro que lá tem expedições atrás de sobreviventes arrependidos que acabaram ficando perdidos, ou mesmo atrás de corpos dos infelizes suicidas... mas, como deve ser ficar perdido numa floresta gigantesca onde não se ouve som algum, tudo é silencioso, sem animais, nem pássaros, só o denso dissabor da umidade da floresta. Só pra constar, a floresta tem por volta de uma área de 35km². Grande pra burro, como se vê na imagem.


E, aqui uma imagem "de dentro" da floresta:



Tem alguns documentários dessa floresta, assim como alguns filmes. Mas dois que assisti e gostei são: Floresta Maldita (The Forest, 2016) e O Mar de Árvores (The Sea of Trees, 2017). O primeiro, Floresta Maldita, é um terror onde uma irmã vai tentar encontrar a outra (que é gêmea sua) no Japão, esta irmã supostamente teria ido para a Floresta dos Suicidas e tinha tendências suicidas, daí se desenrola toda a trama. Não é um filme grande coisa, mas funciona, dá um medinho. O O Mar de Árvores, ao contrário, é um drama, e um excelente drama. Dois homens, o americano Arthur Brennan (Matthew McConaughey) e o japonês Takumi Nakamura (Ken Watanabe) vão para a floresta com o intento do suicído. Arthur encontra Takumi na floresta, perdido e debilitado e a partir daí começam uma jornada de reflexão e sobrevivência - acho que é um excelente filme, ainda mais pelos flashes da vida de Arthur que vão passando e dando sentido à sua vontade de suicídio... e o final... bem, é um daquele finais que as lágrimas, ou ficam presas, ou saem, mas que estão presentes, ah!, estão.

Bem, esse são dois filmes que pretendo reassistir esse mês de Outubro, e também um outro que envolve uma casa em uma floresta, mas que ali ninguém quer suicídio, mas sim, sobreviver, esse é: A Maldição da Floresta (The Hallow, 2015).


Mas, meu intento ao começar esse post não era falar desses filmes, mas sim, dessa estranha sensação que as florestas causam. O que fazer ao deparar-se com um lugar assim? Vemos recorrente em alguns filmes, como os que citei e vários outros, pessoas entrarem em florestas durante a noite, ou entrarem durante o dia e se perderem, estando a noite, presas nesses lugares sombrios (Bruxa de Blair!). O que
se deve fazer? Eu mesmo não sei! Só sei de uma coisa, de jeito nenhum vou num lugar desses. Fico pensando nas coisas que já ouvi - verdades ou não - e não me preocupo em testar minha coragem.

Haja dito: lugares assim, não são de nada atrativos, pelo menos durante a noite. Pode ser que durante o dia cantem algum tipo de poesia, mas, durante a noite, a única poesia que vejo é uma mortal, bem mortal mesmo.

Vou realizar uma pesquisa esses dias sobre esses lugares tenebrosos. Deve existir vários, cada um com sua particularidade; cada um com seus demônios!

Valeu, gente, até a próxima!



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Outubro: This is Halloween! #Semana01

E eis que adentramos Outubro, o mês do Halloween.

This Is Halloween de Marilyn Manson

Já coloquei uma vez essa música aqui e gosto dela do mesmo jeito ainda, e toda vez que entra Outubro não tem como não me lembrar dela... assim como do Jack de O Estranho mundo de Jack (de Tim Burton)

O mês do Halloween começou e até sua data, a data dos festejos pretendo ler alguns livros de terror (claro!), também assistir alguns filmes e séries. Tudo voltado para esse lance de terror. Passei os últimos dias tentando decidir o que ler em meio aos livros que tenho e também aos livros que posso tentar adquirir e me decidi dividir esse mês em semanas (é pra rir de uma decisão dessas, né, soa bobo até no jeito de falar). Na seleção de filmes me adianto a dizer que pretendo ver alguns Sexta-feira 13, também A Hora do Pesadelo e Halloween (claro que esses são clássicos de qualquer Halloween, ainda mais sendo a sexta-feira da próxima semana uma sexta-feira 13, e será um dia ótimo pra ver esses filmes). O projeto ainda é em pequeno... no momento que escrevo esse post estou ouvindo o álbum Antichrist Superstar (1996) de Marilyn Manson, um álbum todo trabalhado pra dar esse sentimento de negritude do Halloween, de medo, afinal, qual é a sensação que uma pessoa fica após ouvir The Beautiful People ou Tourniquet? À mim causa medo e estranheza. Continuando, vou dividir as partes em semanas, como disse, assim fica mais fácil. Pra essa primeira semana pretendo ler alguns contos. Esses são de um livro recém adquirido, Contos de Horror do Século XIX, (Companhia das Letras, 2005) e alguns contos do livro Um Sussurro nas Trevas, de H. P. Lovecraft da Coleção Mestre dos Horror e da Fantasia (1983). Não sei se os lerei inteiros, mas os contos principais lerei. Quanto a filmes, preciso falar das séries primeiro. Nessa primeira semana, pensei em comecei assistindo a série O Exorcista (The Exorcist, 2016), e por isso, também tentarei ver filmes sobre possessão. Alguns que já assisti e gostei, alguns que já assisti e não me recordo mais e alguns que não vi ainda. A série O Exorcista eu só vi o primeiro episódio e, nessa pretendo, nessa semana, ver essa primeira temporada inteira. Os filmes que pretendo ver/rever, são O Exorcismo de Emily Rose (lembro pouquíssimo desse), A Possessão do Mal (esse sei que assisti, mas não lembro de nada), A Possessão de Débora Lang e mais alguns outros... e então, vem a pergunta: - E O Exorcista? Vai vê-lo?, então, não sei, provavelmente eu irei, afinal, vou ver a série, quanto ao livro, não sei. Provavelmente não, talvez eu venha a ler depois, não sei. Li O Exorcista do William Peter Blatty há alguns anos, ou melhor, há muitos anos atrás, e me lembro da sensação. Na época eu estava fascinado por esse lado que o mal atinge o humano e pesquisava sobre o assunto e costumava falar muito sobre isso, mas isso já passou. Também, pretendo ver Invocação do Mal 1 e 2 ou Annabelle, afinal são filmes de possessão? O Invocação 1 talvez até reveja, mas os outros, não sei. E, quanto à música, afinal, eu disse aqui que estava ouvindo um álbum específico, e sim, estava mesmo... pra essa primeira semana, recomendo Antichrist Superstar do Manson. Não é fácil de ouvir, é dissonante, mas a partir do momento que você engendra na música, tudo flui. Ouvir The Beautiful People é gostoso, Dried Up, Tied and Dead to the World, Tourniquet e Deformography é bem agradável, eu particularmente gosto, quanto à Antichrist (que dá o nome ao álbum), vai bem do gosto, mas falarei disso depois.

Bem, gente, aqui vai a #Semana01. O projeto H é lançado e espero cumpri-lo. Vou tentar escrever alguma coisa mais específica para amanhã sobre a #Semana01 desse projeto para amanhã e no domingo pretendo postar aqui minhas impressões.

Valeu.

sábado, 30 de setembro de 2017

Sucesso e Felicidade

Tenho pesquisado o significado de Sucesso. Pesquisado porque a palavra me causa um certo incômodo, não é que seja uma palavra ruim, mas é que seu som me deixa "destranquilo". E quanto mais pesquisava, mais lia, mais perdido ficava. O que significa isso, sucesso? É atingir um objetivo? Ganhar montantes de dinheiro e ter cartões de crédito ilimitados, tendo assim, satisfação financeira? Ou, é sentir o "ser" antes de tudo, ter respeito pelo que se tem e pelo que se é? Ou, acima disso anteriormente dito, respeitar o próprio modo de agir na interação com outrem? Eu não sei ao certo... fico perdido quanto a responder o que é sucesso. Sei que me sinto bem em acordar pelas manhãs e saber que eu sou eu e que eu estou bem. Sei apenas que essa pergunta me fez ainda mais que Sócrates vai sempre ter razão, vai estar certo eternamente ao afirmar: Sei que nada sei.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Marlena de Blasi e Julie Powell

De antemão digo: não sou crítico literário e nem tenho ares pra fazer isso aqui, não pretendo sê-lo e "julgar" um livro aqui, o que quero fazer é comentar sobre minhas impressões sobre esses livros que tratarei hoje, assim como fiz com livros anteriores. Portanto, peço desculpas às pessoas que discordarem de mim (se é que alguém irá ler isso).


Mil dias em Veneza

Sinopse:


"Este livro pode parecer um conto de fadas, mas é uma história de amor verídica - o amor entre uma mulher e um homem, o amor pela comida e o amor por uma cidade. Por muito tempo, Marlena de Blasi resistiu a ir a Veneza. Até que, em 1989, seu trabalho como chef e crítica gastronômica tornou impossível continuar adiando a viagem. Assim que pôs os pés na cidade, ela ficou completamente seduzida. Seu encantamento foi tão grande que decidiu voltar todos os anos. Em 1993, ela almoçava com amigos quando um garçom se aproximou e lhe disse que havia uma ligação para ela. Do outro lado da linha estava Fernando, um veneziano que, um ano antes, vira Marlena passeando pela Piazza San Marco e se apaixonara à primeira vista. Alguns meses depois, Marlena largava toda a sua vida nos Estados Unidos e se mudava para Veneza, para se casar com o "estranho", como costumava chamar Fernando. Ele não falava quase nada de inglês. O italiano dela se resumia a algumas palavras relacionadas a comida. Ele abrira mão de seus sonhos e levava uma vida monótona e previsível. Ela era mestre em recomeçar e se reinventar. Ele gostava de tudo muito simples, inclusive as refeições. Ela adorava cozinhar pratos elaborados. À medida que eles superam essas diferenças e Marlena vai se familiarizando com as peculiaridades da cultura veneziana, os leitores são presenteados com uma descrição deliciosa e às vezes cômica de duas pessoas de meia-idade que, apesar de tudo, conseguem criar uma relação maravilhosa."

Tem pouco tempo que reli Mil dias em Veneza não sei pela-qual-vez. O livro é bom? Pela sinopse parece-se que vamos ler uma nova Cinderela, uma história ultrarromântica, mas não é bem assim. Primeiro, o romance entre a protagonista-biógrafa-heroina, Marlena, é mais entre ela e a cidade do que entre ela e o "estranho". A relação dos dois seres humanos parece amarrada. Claro que consegue-se ver que existe um caminho ali, uma aprendizagem entre ambos; afinal, não falavam o mesmo idioma e pareciam mais adolescente que pessoas maduras. É nisso que digo que a história é amarrada e em alguns momentos dá-se vontade de abandonar a leitura... então, como posso ter lido esse livro mais de uma vez? O fato de gostar do modo que a poesia se faz presente ali. Existe uma poesia nas frases longas de Marlena, existe a poesia e seu amor com o mercado, de seu amor com Fernando, do fato de ter abandonado uma vida nos EUA e ter ido morar em Veneza com um homem que não conhecia, que vira a primeira vez num encontro que parecia mais um desencontro; que passaram algum tempo nos EUA e ela pôde ver as manias desse homem. Gosto disso no livro. Gosto mesmo. Sei que pelo ano que ela viveu isso seria até compreensível, afinal, nos dias de hoje seria loucura! E bota loucura nisso!!! Afinal, hoje em dia é fácil encontrar um sujeito que vai se comportar como um maluco depois - hoje em dia não existe mais esse salto de fé no romântico como existia algum tempo atrás. Sei que muita gente vai discordar disso, mas, penso assim. Abandonar tudo pra viver um amor, aos 50 anos, é meio doido e romântico ao mesmo tempo. E, é nisso que fico intrigado. O amor no começo era por Fernando ou por Veneza? Será que ela foi apaixonada pela cidade e depois se envolveu sentimentalmente com "o estranho"?

Ela descreve Veneza de um jeito muito bem detalhado, dá pra sentir seus passos pelas pontes, seus passeios pelo mercado, os passeios pelo baia até a ilha de Lido, onde morava com Fernando, é possível ter todas essas sensações. E, tem a parte gastronômica do livro. Dá fome, vontade de comer? Nem sei explicar direito o que dá, mas sei que dá vontade de experimentar alguma coisa diferente. Excetuando isso tudo, fica o arrastado relacionamento, a descoberta de conhecimento entre ambos, os preparativos pra um casamento, a reforma de um apartamento, que segundo ela, poderia ser a alcova de Savonarola e, por fim, um tipo de despedida que dá sequência a um outro livro, esse sim, com maior impacto.

Repito, o livro é ruim? Não, não é. Eu o li a primeira vez quando ainda cursava a faculdade de Letras, em 2011 e o livro me deixou encantado. Claro que naquela época eu estava encantado com Veneza, com as histórias que havia lido da Sereníssima e também havia pouco tempo tinha acabado de reler Chore Para o Céu de Anne Rice, que também tem parte da narrativa em Veneza e ainda estava encantado com a Barcelona de Carlos Ruiz Zafón, portanto, queria mais sobre histórias de históricas cidades europeias. Acredito que esse foi meu primeiro encanto com o livro e que me fez relê-lo algumas vezes e suas sequências.

Mas, como disse anteriormente, a paixão pelos livros de Marlena se aprofundou no subsequente ao Mil Dias em Veneza. Foi a leitura de Mil dias na Toscana que me encantou mais que tudo... ah!... a Toscana. Claro que eu já era apaixonado pela Toscana (influências do filme Sob o sol da Toscana e mais algumas coisas que havia lido - o mesmo amor que tenho pela Provence, influência de Peter Mayle rsrsrsrs) e ao ver que existia esse livro de sequência e que ele estava em minhas mãos, foi sublime.

Ah, ambos os livros eu havia retirado emprestado na Biblioteca Municipal de Lençóis Paulista, cidade que morava na época.

Mil dias na Toscana

Sinopse:

"Há alguns anos, quando se conheceram, Marlena e Fernando se apaixonaram à primeira vista e começaram a viver uma história de amor que mais parecia um conto de fadas. Agora, decidem que chegou o momento de dar adeus a Veneza, onde tudo começou, e partem em busca de uma vida mais tranquila.
O destino escolhido é San Casciano dei Bagni, um vilarejo com 200 habitantes, fontes termais e olivais centenários. De início, Fernando está mais empolgado do que Marlena. No entanto, nesse pedaço de terra onde a Toscana, a Úmbria e o Lácio se encontram, as amizades amadurecem à mesa, em torno de refeições gloriosas regadas a vinho tinto. O que poderia ser melhor para uma chef de cozinha?
Novamente, Marlena e Fernando vivem um caso de amor à primeira vista. Dessa vez pela aldeia e pela vida no campo, pelos vinhos artesanais e pela esplêndida cozinha, pelo céu toscano e pelos sinos da igreja local. Mas, acima de tudo, pelo velho Barlozzo, que os recepciona, os adota e, aos poucos, também se apaixona por eles.
Guiados pelo "duque", eles descobrem tabernas rústicas, onde o jantar é qualquer coisa que tenha sido colhida ou caçada naquele dia; participam da vindima; visitam festivais sazonais; catam castanhas no bosque; saem para caçar trufas e cogumelos selvagens; sobem em árvores para apanhar azeitonas, uma a uma, e depois experimentam o azeite recém-espremido sobre um pão simples de casca crocante.
À medida que o afeto entre eles vai crescendo, Barlozzo começa a mostrar suas feridas abertas e a revelar seus segredos mais profundos. Um deles tem a ver com Floriana, uma linda e agradável senhora que logo se torna amiga inseparável de Marlena.
Ambientado num dos lugares mais bonitos do planeta, Mil dias na Toscana é uma história sobre um estilo de vida simples, doces paixões, amizades e refeições compartilhadas. E, acima de tudo, é uma história de amor verdadeiro ¿ um amor que não tem idade nem fim."


 Bem... Mil dias na Toscana... um bom vinho pra beber enquanto o lê, uma música bem tranquila (eu ouvia regularmente os Noturnos de Chopin enquanto relia esse livro nessa última vez), e abre-se um tipo de mundo mágico cheio de aromas, de comida, de bebida e um tipo de felicidade simples e palpável. Assim, foi pra mim reler Mil dias na Toscana. Como o anterior, Mil dias em Veneza, já reli esse livro inúmeras vezes. Terminei de reler o Toscana ontem, no ônibus enquanto retornava do trabalho e foi a mesma sensação que senti algumas outras vezes, um tipo de despedida, um tipo de saudade que parece que nunca vai ter fim.

Diferente do anterior esse livro tem um pouco mais de ritmo, e não cai na sensação de amor da protagonista-biógrafa-heroina Marlena pela cidade San Casciano dei Bagni... agora existe um amor pelo todo, pelas pessoas - especialmente Barlozzo e Floriana -, pela comida local, pelos vinhos; uma sensação de poliamor constante!

O livro é bom? No skoob dei-lhe 5 estrelas e continuo louvando-o: é um ótimo livro. Tem seus defeitos, não é clássico, mas tem sua poesia e seu próprio ritmo. Existe sempre a sensação da necessidade de estar experimentando, comendo e bebendo, alguma coisa enquanto o lê. O livro é repleto de vinhos (e os Prosseco são sempre lembrados), de ervas selvagens, de animais selvagens, de pães rústicos, de comida rústica, ainda mais quando se trata do restaurante de beira de estrada de Pupa.

A história em si é mais complexa que em Veneza, neste Fernando está presente e não é aquele fantasma de Veneza... e é estranho porque ele parece ser um fantasma que se faz carne pela presença de um outro fantasma (que é de carne), uma assombração que "gruda" no casal durante todo o livro.
Barlozzo, o "duque". Só pra deixar claro uma coisa que faz a ligação entre o primeiro e esse livro: a vontade de "fugir" de Veneza foi de Fernando, ele se sentia cansado da Sereníssima e queria recomeçar em outro lugar e então o casal em sua busca encontrou a Toscana e San Casciano. Logo no primeiro dia, no dia da mudança, começaram as amizades, Marlena conheceu Floriana e naquela noite o "duque", Barlozzo. É interessante como a culinária é intrínseca à narrativa e se você for o tipo de pessoa que não gosta de romances gastronômicos talvez vai achá-lo maçante, bobo, insosso.

San Casciano dei Bagni
O que gosto no livro é a construção e amadurecimento da personalidade do casal em relação ao meio. Eles se autodescobrem e se auto-identificam enquanto vão aprendendo sobre as histórias da pequena cidade, enquanto vão partilhando a comida local, enquanto vão vivendo de acordo com o que tem que ser feito na vida: vivendo na poesia. O livro todo é poético, é uma canção de amor à Toscana e aos costumes locais, é uma ode à amizade e ao amor à boa comida e ao vinho. Tem momentos que fica-se impressionado pela quantidade de vinho consumido pelos toscanos (rsrsrs - ou será que foi inveja?). Barlozzo está sempre presente, assim como Floriana e sempre fica-se com a sensação de que queria ter um amigo assim na vida. Essa figura os apresenta a tudo, os convida para uma colheita de uvas, para uma colheita de azeitonas, para caçarem trufas, e conta sobre a veglia, uma época de fome, e assim, decidem fazer um jantar como acontecia nesse período negro. Eles cozinha, assam pães, bebem muito e passeiam. A Toscana de Marlene é um lugar a ser conhecido. Durante o livro, Marlena fala sobre sua vontade, junto com Fernando, de desenvolver um tour gastronômico na região. Creio que esse tour exista, não pesquisei muito sobre ele, mas creio que exista e é um tour que eu adoraria fazer.

É um livro que decerto voltarei a ler, assim que suas sensações se dissiparem... é um livro que relerei bebendo um bom vinho e ouvindo os Noturnos e Vivaldi (outro que eu ouvia com frequência no decorrer da leitura). A sensação de vazio que me deixou seria preenchida pelo subsequente (que também já li), mas resolvi encarar uma outra leitura.

Julie e Julia de Julie Powell

Resenha:

"Julie estava em crise. Prestes a completar 30 anos, insatisfeita com o emprego de secretária de
repartição pública e sufocada pela pressão crescente para ter um bebê, sentia-se incapaz de dar rumo diferente a sua vida. Para piorar um pouco mais, ainda foi obrigada a se mudar com o marido para uma quitinete em um bairro afastado, a quilômetros de distância do trabalho e dos amigos. Parecia mesmo um beco sem saída. Porém, como costuma acontecer em casos como esse, a solução estava no lugar mais improvável: no velho livro de receitas guardado na cozinha da casa da mãe. Meio por acaso, Julie se surpreende experimentado a primeira receita de Mastering the Art of French Cooking. Onde essa despretensiosa experiência culinária iria parar, nem a própria Julie seria capaz de imaginar. Dado o primeiro passo, ela decidiu seguir adiante e enfrentar o desafio de fazer as 524 receitas contidas no clássico de Julia Child em apenas um ano e escrever um blog relatando a façanha.  Como se não bastasse, teria ainda que lidar com um casamento a perigo, um emprego na corda-bamba e uma possibilidade nada remota de perder de vez a sanidade mental. Tudo isso para, entre risos, lágrimas e vexames, aprender uma saborosa lição sobre a arte do bem viver."

Senti-me desamparado depois que terminei Mil dias na Toscana. Acontece isso algumas vezes quando termino um livro e não tenho em mente o que lerei depois. Eu tinha um plano de leitura, mas não tinha livros específicos. Adquiri o hábito de ver alguns canais do youtube que falam de livros, os tais booktubers. Vejo 2 com uma constância e um terceiro (que foi na verdade foi o primeiro que comecei a ver, e quando digo ver, quero dizer assistir vários vídeos pra depois passar pra esses outros dois) que costumo ver vídeos mais antigos. Os dois que vejo com constância são os:

Livros & Post It
esse da Adriana Zampolli
e

Tatina Feltrin
da Tatian Feltrin

e o terceiro de um cara que é uma figura, muito gostoso de assistir:
Ler Vicia com Rubens Jr.

São três canais bem gostosos de se assistir e que se aprende sobre livros e o ato gostoso de ler e passei um bom tempo vendo os vídeos do ano passado e desse ano, desenvolvendo mais a vontade de ler e até adquirindo alguns livros indicados por ele, assim como passei a conhecer uma nova editora que esse pessoal gosta bastante a editora Darkside.

Mas, dando sequência ao que eu dizia antes de me perder falando desses canais... depois de assistir seus projetos de Halloween do ano passado resolvi criar um meu, pra esse ano. Decidi ler alguns livros no Halloween, no mínimo 4. Bem, então, tinha eu terminado de enamorar o Mil dias na Toscana e ainda não é outubro, ainda não ia querer começar a ler esses livros, ainda mais porque ainda nem os escolhi, tenho uns preferido e dois até definidos, mas ainda não era hora de lê-los, ainda não era hora de eu escorregar pro terror, poderia ainda deixar esse estado melancólico e bucólico que os Mil dias na Toscana criou dentro de mim... mas tinha que ser outra coisa sobre gastronomia, ou vinhos. Como já li algumas vezes Peter Mayle, decidi ler um livro que adquiri já tem algum tempo, mas que não tinha lido: Julie e Julia de Julie Powell.

Creio que o filme é mais conhecido que o livro, eu mesmo pensara que o livro fora consequência do filme e me espantei ao ver que era o contrário. Interessante! O filme já está gravado em mim, e faz parte dessa nova vida que levo, ele esteve presente numa situação que antecedeu essa minha boa nova vida e será sempre lembrado por isso e a vontade de assisti-lo de novo era coisa que sempre ocorria e ocorre (até nesse momento, mas vou esperar para terminar o livro, dessa vez). Então, essa manhã, heis que o tenho em mãos e começo. O primeiro capítulo (que nem tem nada do filme, graças a Deus) é bem divertido, afinal, ali se lê sobre as impressões de derrota da autora, ela se sente perdida, quase aos 30 e sem saber o que fazer, nem tem emprego fixo, é uma aspirante a atriz (e má atriz) e tem um marido que pode estar ficando de saco cheio; et voíla que ela redescobre Julia Child na despensa de sua mãe e as memórias de sua infância retornam. O legal é poder ver isso ser descrito, existe algo bem legal nessas descrições de infância de livros que ela lera, de se achar uma criança diferente, de tudo o que acontecia não ser uma coisa direta de sua vida, mas como se fosse uma vida aparte à sua.

Pretendo terminar esse livro essa semana, e então, cair-me sobre os livros de Halloween e deixar meu encanto pelas histórias de terror se manifestar esse mês... que venham os livros e os filmes pra celebrar o Halloween!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Hoje!!

Hoje!!!

Não preciso pesquisar dicionário algum pra ver o significado da palavra Hoje, ou mesmo etimologia, ou qualquer coisa que o valha pra poder dar um simples significado a um... sei lá o quê(?)!! Mas sei que Hoje foi único, não foi apenas hoje, ma sim, Hoje. Hoje foi um dia que acordei pela manhã, que senti preguiça de levantar, mas sabia que tinha compromisso e levantei. Tive que fazer a barba (e é um sofrimento toda vez! adoro esse pelo que tenho na cara!) e tive meus afazeres profissionais. No decorrer deles descobri capacidades que antes não sabia que as tinha, e nem ao menos sonhava, cogitava ou desejava, mas que as tenho e me fortaleceram. E, na hora que voltava pra casa, contente, no ônibus...heis a situação:

Sentado, no ônibus, fone de ouvido no lugar, ouvindo o mesmo rock clássico de sempre (e, depois, alternando pro rock pra década de 1990), lendo 1000 Dias na Toscana de Marlena de Blasi, sobre comportamento familiares e degustativos, olho para a janela do ônibus quando vou virar uma página,

a Lua!

significado do verbete lua: "s.f. Satélite em órbita ao redor de um planeta"


Significado pra mim: O que era aquela coisa linda no céu, ganhando força, brilho e forma?!

Sei que tive que parar de ler no momento e ficar olhando, enquanto o ônibus corria, passava pelos pastos e campinas, e lá estava eu, olhando, abobado... então, não pude deixar de sentir, de realmente sentir e poder me expressar... e como pode se expressar alguém, que como eu, nada o faz a que não seja por palavras - escritas, ditas, que o seja! E, heis, que escrevi usando o bloco de notas do celular (afinal, como um ser pode escrever em papel e caneta - como gosto - num ônibus em movimento?!):


Um privilégio ver a Lua enquanto a noite galopa pra vencer mais um dia. Ela, perdida, naquele céu cheio de cores, do azul mais escuro (já sinal do anoitecer), sendo circundada pelos tons de vermelho e roxo, pairando juvenil sobre os pastos com pequenas árvores e cupinzeiros. Ah...!!!, as árvores, elas parecem sorrir enquanto a Lua, dama da Noite, começa a fazer morada, deixando o Sol se esvair, ir descansar no outro horizonte. Essas mesmas árvores parecem desejá-la como eu a sonho agora, como eu a vejo agora, como eu a poetizo agora. Árvores esquálidas... árvores de aparência outonal, mesmo estando a primavera batendo à porta. Árvores esquálidas, dedos de madeira apontado para o céu, acusadores, e ao mesmo tempo, parecendo querer apanhá-la. Lua... Lua minha...

E a noite começa a vencer o dia, dominar tudo. A Lua vem clareando, então, não querendo que esqueçamos que fez-se claridade à pouco, que víamos a luz e que mesmo sendo noite, não devemos temer a escuridão, afinal, ela mesma vem mostrar um caminho; e a oeste, o sol se punha, pedia seu arrego, um dia ido, uma noite pra descansar; um dia ido, uma noite de luar. A oeste, diferentes matizes de cores, num céu límpido, sem nuvens... e o outro lado, Ela, Dama da Noite, senhora do NoiteAdentro, Lua dominante, tornando a noite, dia!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Algum tempo depois... Surpresa!

A vida é interessante. O escrever também o é, ainda mais quando conlui-se o ato de escrever com o viver e o conviver com a internet, num blog, por exemplo. Por que escrevo isso? Simples. O fato de ter sido surpreendido na noite de 30/03/2017.

Lá estava eu, trabalhando, quando recebo uma mensagem de um amigo no whatsapp perguntando-me se eu me lembrava de quem dissera: "a primavera é mais quente que o verão"? Disse que lembrava que minha mãe tinha "esse dizer". Então, tendo respondido corretamente, seguiu-se a surpresa. Ele me perguntou se eu me lembrava onde aquilo estava escrito. Aí o bicho pegou porque fiquei pensando comigo mesmo: onde? Afinal, isso poderia ter sido escrito também em algum outro lugar e minha mente, usando o fato de também ter ouvido de minha mãe, utilizou isso e disse estar escrito em algum outro lugar. Mas, ainda prosseguia a surpresa. Escreveu-me ele no whatsapp isso: "Está escrito onde vc disse que se da ao luxo de não escrever com letra maiúscula depois de reticência..." Na hora a resposta veio, no meu blog Noite Adentro! O sonolento e preguiçoso blog que há quase um ano eu não visitava. Nunca pensei que esse amigo, que há mais de um ano não vejo, já que nos mudamos para cidades diferentes e um pouco distantes, poderia ler esse meu blog. Na verdade eu cria que ninguém mais o fizesse, afinal, eu mesmo, o dono daquela criança, não o fazia.

Então, enviei uma mensagem pra minha mulher falando algo do tipo: "olha, vc não acredita quem lê meu blog?" E ela respondeu: "O noiteadentro?" Outra surpresa. Minha mulher sabia o nome de meu blog! Ela se lembrava dele! E eu nem pensava que ela mesmo sabia. Que ela sabia que eu havia escrito num blog algumas vezes, ela sabia, mas que ela sabia o nome desse pequeno lugar na internet? Isso me espantou mesmo. E ela disparou então: "Volte a escrever, meu bem." E, isso vem ecoando me minha cabeça desde então. Volte a escrever, volte a escrever. Mas como? Não me considero escritor ou projeto de escritor ou mesmo uma coisa do tipo. Eu apenas gosto de ver as letras escritas, gosto de ler.

Depois disso... venho resolvendo esses dias vou voltar a escrever em você, pequeno pedaço de endereço na internet chamado blog Noite Adentro (... quando finda o dia e as estrelas renascem).

Voltei a me lembrar o motivo que me fez criá-lo, que me fez ter vontade de colocar ideias aqui. Estava eu na faculdade, então, terminando o primeiro semestre e me sentia um pouco empolgado em juntar palavras, frases e quem sabe poder dar forma a alguma coisa? Foi então que escreve um poema que gosto muito, O Fantasma e também o conto Cecília. Resolvi colocá-los ali e então as escritas no blog começaram. Eram escritas esporádicas, nada com algum tipo de regra do tipo, preciso escrever todos os dias. Ou mesmo com alguma regularidade. Quando sentia que tinha alguma coisa pra escrever eu o fazia, era simples assim. A partir de agora vou tentar retomar a escrever pra que eu possa me ler de novo. E, quem sabe essas pessoas que jamais pensei que leriam aqui voltem a fazê-lo.

Abraços a todos, a mim e a esses possíveis fantasmas leitores da internet.

Ah, tá, não posso deixar de agradecer ao incentivo de minha mulher e meu amigo. Fico grato demais a vocês por me lerem e gostarem do que escrevo.

Tchau!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Boa noite, Noite! Tempo longe daqui, hein. Mas não pense que não te visitava, meu bloguinho... Entrava quase sempre e o lia como se o que tivesse escrito aqui não fossem palavras minhas e era gostoso assim; é bom saber que eu gosto de ler o que escrevo - como se não fosse eu quem escrevesse. Existe uma miríade de blogs por aí nesse mundo quase infinito que é a internet, e eu passeava por alguns lendo algumas coisas que achava interessante. E depois voltava pra cá, vinha vê-lo, meu amigo. Gosto de escrever aqui porque acho que ninguém me lê e se isso for verdade mesmo, sinto-me mais livre pra pensar livremente.

Até daqui a pouco.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Recomeço... recomeço... e, recomeço

Como o título deixa claro, é um recomeço, e me desculpe a ortografia, eu não escrevo Maiúscula depois de reticências (rsrsrs, um luxo bobo, mas um luxo que me dou). O que tem ali de recomeço, ou, Recomeço. (?) Uma nova tentativa de minha parte. Quero dizer, eu não escrevo pra ser lido, eu escrevo pra EU me ler, é diferente. Assim, não preciso me preocupar se o que escrevi é bom ou não, eu leio e gosto e pronto. Pra mim tá bom, e muito bom, por esse motivo não costumo "me revisar" (rsrsrsrs - e, me desculpem, que diabos é esse rsrsrsrs e kkkk de linguagens de facebook que são viciantes e a gente se vê usando sem perceber. Sem mais subterfúgios!, eita!, eu quis voltar a escvrever para mim. Meu último ano foi bom. Minha vida tem sido melhor que mereço. Tudo em mim tem sempre dado tão bem que me assusto até. E a coisa anda, e anda, e anda, e anda... e anda!

Novos fatos: é primavera. E que primavera. Uma vez minha sábia mãe dise que a primavera é mais quente que o verão, isso tem alguns anos. Eu nunca me atentei a isso, esse ano sou obrigado a "me atentar" (sem morbidez). 'Tá quente pra caralho! E quente mesmo! Hoje até pegou fogo no matagal que acompanha o rio aqui donde moro e vieram até bombeiros pra apagar! Nunca tinha visto isso antes - quero dizer com isso, os bombeiros apagando um fogo de verdade aqui onde moro.

E em casa, que sempre é fresco 'tá fazendo calor a ponto de dar medo. Eu só tenho torcido pra que minha mãe tenha razão e a primavera seja pior que o verão, porque, se for pior, nem sei o que será de mim.

Bem, e então, estou lendo de novo Sideways, ou melhor, Amigos e Vinhos, Mulheres a Parte. Virei fã de Rex Picket. O filme é ótimo, o Miles do livro, melhor ainda. Depois desse acho que vou me voltar pra culinária literária de novo, já que preciso dar um tempo pro vinho literário. E será Merlena de Blasi, ainda nçao sei o que vou ler dela, mas que será ela, isso será.

Tchau, praquem me lê e quem não me lê (ou melhor ainda, tchua pra mim meu amor! rsrsrs, de novo essa risada de merda).

domingo, 17 de março de 2013

Fim de verão

Ah... é a última semana desse verão! Não sei se ele deixará saudades, afinal, foi realmente um Verão! Quente demais, né?! Hoje pela manhã, enquanto estava trabalhando e via a chuva cair e também sentia frio, recordei-me do último inverno. Deus!, como foi frio.Frio mesmo. Lembrei-me das noites em que eu estava trabalhando e tiritava tamanho era o frio que sentia e nesses instantes de quase congelamento - sei que estou exagerando, mas eu achava que ia congelar mesmo -, eu pensava no verão. Pensava em dias quentes, em manhãs que não precisava usar blusas de frio e ver meu hálito condensando na minha frente enquanto falava... e principalmente me recordava das noites. Isso era o pior. Era mesmo. Imaginem, você sentado numa escada, o vento gelado cortando e assobiando, a noite ainda entrando pela madrugada e você tendo ela todinha (toda aquela escuridão caminhando ao seu lado até o alvorecer) para enfrentar, sabendo que não existirá momento de calor algum até poder estar em casa pela manhã. Então, eu pensava nas tardes quentes, na verdade nos finais de tardes quentes. Lembrava-me de algumas músicas e as cantarolava, assim como a Hi, Lili, Hi Lili, Hi Lou e tentava superar o frio... sabem, lembrava-me de dormir sem camiseta, de sentir o calor escorrer pelas costas, de estar suado e de pensar que se estivesse um pouquinho frio estaria ótimo! É irônico. Sei que é porque estava no calor e desejando um pouquinho do frio e já no frio, ardia-me de tocar o calor. Agora, nesse verão, o desejo do frio. Ai, ai, ai! É foda, sei. Mas... o calor desse verão foi intenso demais e desejar um pouquinho do frio não é tão ruim, é? Hoje sentia o frio de novo, aquela sensação que parece formigar na pele e que vai adentro os poros, fazendo que o calor desapareceça e que tenhamos a sensação de que estamos deixando de sentir alguma coisa. Acho que o frio é isso, a falta e sentir alguma coisa, o contrário do calor, onde tudo parece ser mais simples de ser sentido.

Não estou dizendo que não gosto do frio. Claro que gosto. Gosto do Inverno. Talvez goste mais do Inverno que do Verão. Acredito nisso, mas tem horas que em excesso enjoa, não é? Acho que as noites invernais, frias e sem vida, onde tudo parece estar findando, onde tudo parece escoar num ralo e que o dia seguinte não vai chegar, e se chegar será pior que a noite... adoro essas noites! E quando chove então...! Adoro-as ainda mais. Hoje foi bom por isso, uma prévia do que está por vir. Noites invernais. Dias frios. O toque gélido dos dedos sem vida do inverno, e a ausência de tudo naquele esqueleto.

Adentremos então ao Outono e que ele nos prepare para o Inverno.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Chernobyl Diaries / Livro: Um Bom Ano ***SPOILERS***

Um

Ontem tive a depreciação de ter assistido Chernobyl Diaries. A única palavra que me ocorre pra descrevê-lo: terrorível (tomo emprestada a expressão de meu amigo Tigrão do Ursinho Pooh - nada a ver com o que estou escrevendo sobre o filme de terror, mas é a melhor palavra pra descrever a coisa que assisti: terrorível!). Primeiro fui crente naquela propaganda que anunciava o filme sendo do criador de Atividade Paranormal. Puta, pensei, deve ser bom então. E foi um fiasco. Um fiasco. Primeiro, o filme não deixa certo se era pretendido em câmera em primeira pessoa (como no Atividade) ou em terceira pessoa, mas acaba assumindo grande parte em terceira pessoa, somente nas horas que tentava explicar alguma coisa que colocava em primeira pessoa - como na cena do desaparecimento do irmão de Paul e sua namorada. Ainda ocorreu comigo um fato antes mesmo de ter visto o filme. O trailer, no trailer que vi no youtube já dava pra ter ideia do fiasco. 'Tá bom de deve ter gente que gostou do filme, deve ter gente que encontra explicação no que não tem - e esse filme não explica nada, as coisas são simplesmente jogadas pro espectador e ele que se foda.

Bem, voltando ao filme (olha só gente aqui tem Spoilers), o grupo acaba concordando com Paul - um dos únicos cujo nome me lembro -, que mora em Kiev e é irmão dum dos protagonistas, residente dos States e que está viajando junto da namorada e uma amiga pela Europa. Eles encontram Paul em Kiev e o cara acaba dando a ideia de visitarem Prypiat, cidade próxima a Chernobil onde moravam os operários da fábrica. Aí existe, no trailer, a insinuação de fantasmas ou zumbis ou canibais, ou qualquer coisa dessas, nem no trailer isso fica claro - no filme dá só pra "quase" exlcuir fantasmas, o resto é aceitável. Paul tinha contratado Ury, ou Yuri, pra levá-los até a cidade maldita. Bem, quando estão na loja de Yuri chega mais um casal que vai se aventurar com eles. Prontos? Aqui começa a viagem...

Até essa introdução a coisa tá legal, não tá nada ruim... mas isso é só o comecinho. Bem, eles chegam na cidade e tem uma barreira do exército. O Yuri vai falar com os caras e volta triste dizendo que não podem ir lá porque estão realizando manutenção em alguma coisa - a cidade é abandonada, manutenção em quê??? Mas... como todo bom clichê dum filme de terror onde todos se fodem no final, o Yuri conhece um caminho que podem usar... é de rir ainda mais porque o pessoal do exército não estão guardando esse outro caminho (aí fica só uma coisa que eu tinha me esquecido, o Yuti era do exército e conhecia a cidade abandonada, então, por que o resto do pessoal do exército não conhecia?). Bem, clichê já dado, eles entram na cidade e vão passear deixando a van que vieram. Aí a coisa desanda, porque segundo o Yuri eles podiam ficar até duas horas ali e vão sair quando está escurecendo, mas o carro do Yuri está com problemas (outro clichê). Antes disso teve uma cena que o Yuri vê alguma coisa num chão dum apartamento, como se fossem cinzas, e raspa com o pé pro resto do pessoal não ver. Aí dá a entender que ele sabia que tinha alguma coisa ali. Então, se ele sabia por que quis ir? Por que arriscar? E além do mais, quando ele volta pro carro e fala uma coisa do tipo eles destruíram o carro, quer dizer que ele tinha consciência. Na hora me recordei do filme A Maldição da Sétima Lua, que tem essa premissa do pessoal ser deixado pra ser devorado, e era o que o filme sugeria. MAs então depois quando o Yuri é atacado, o irmão do Paul ferido e a coisa toda desandando é que vemos que não tem nada a ver. Bem, chega de spoilers. Vale dizer só mais uma cena, que tem no trailer, onde o pessoal encontra uma menina de costas (outro clichê) e a chama, então, uma das moças é atacada e levada. O que diabos aconteceu ali? Por que eles precisariam distrair o pessoal se já os estavam perseguindo, caçando? E também não chega a mostrar os bichos, a gente que pressupõe que são ex-moradores, ou algum pessoal que ficou preso ali e acabou mutando. Ainda no filme tem cenas de fiascos de perseguição de animais, e duma captura do exército. No total o filme é péssimo, ruim mesmo, eu não indico a ninguém - só a algumas pessoas que não gosto e se me perguntarem dum bom filme pra ver, aí sim, vale a pena indicar, hahaha. Só mais uma coisinha, nunca mais vou assistir um filme onde eu ver que é do criador de Atividade Paranormal.


Dois

Hoje acabei de ler Um Bom Ano. Adorei. Gostei pelo fato de ser bem diferente do filme, foi quase como se fosse inédito. Eu, particularmente, prefiro o filme, acho ele mais romântico, mesmo não gostando do Russel Crowe em sua performance de Max Skinner. Mas, o filme é doce, como o vinho Le Coin Perdu deve ser. Claro que o roteirista teve que excluir algumas personagens importantes e minimizar outras, o caso de Auzet e do enólogo, mas tudo bem. Adorei o livro e o sugiro, mas prefiro a beleza cantante do filme... nele até o Henry tem poesia e o Dufleut também, no livro é Russeal.

Fica aí a dica pra quem quiser assistir um bom filme e ler um livro agradável.

sábado, 3 de março de 2012

A concepção das coisas como o são; Cegueira proposital e Devaneios sem sentidos

Título extenso o desse post. Ele tinha de sê-lo. Tenhos meus motivos pra que ele o seja assim, extenso e um pouco confuso.  Vou tentar falar aqui de cada item por sua vez, mas sei que vou cair em digressão e cada item vai se misturar com o anterior e posterior e acabarão sendo todos um único. Portanto, tenham paciência.

A Aceitação das Coisas Como Elas O São: Primerio é necessário definir a coisa. O que diabos é a coisa? Aí é que 'tá o problema do problema, se é que me entendem. Temos problemas, eu tenho muitos,e mesmo assim, quando me deparo com um problema, quando um desses seres cavernosos saem de seu Mito Desconfortante da Caverna e caem em minha vida, eu fico pensando: "O que 'tá acontecendo?" E sabem por que me pergunto isso? Porque por maior que seja o problema são pouquíssimas vezes que eu sei com uma intrépida certeza qual é realmente o problema. E nessas vezes a iluminação duma resposta vem-me como um fogo que sobe do chão e atordoa minha mente: Eu sou a razão do problema e Eu sou a solução do problema. Puta merda, tio, e agora, como fica a coisa então? Simplesmente do seguinte modo: elas não ficam, elas o são. E esse ser que é o interessante porque com essa certeza eu me afogo num locação, eu chafudo nas pantanosas águas da ignorância onde eu escolho submergir, por isso a cegueira proposital e a presença de devaneios sem sentidos, já que costumo me afogar nesse lodaçal. Mas, quem não o faz? Quem não sente a merda entrando pela boca, descendo garganta abaixo, enchendo o estômago e ao mesmo tempo entrando pelas narinas e enchendo os pulmõs. Então, a merda está na boca e no nairz, o cheiro e o sabor estão ali, presentes,mas msmo assim... Puta merda, tio, o gosto e cheiro dessa merda é bom, então!... É a única resposta que me encontro.

Bem, não queria misturar, mas misturei e com certeza falei um monte de coisas sem sentido, pelo menos pra quem não pensa como eu penso. Egolatra! Isso, gritem. Pode até ser que eu seja, bem, sou mesmo, mas e daí, quem nunca passou pela situação acima. Quem nunca procurou resposta pra problemas fora de seu próprio contexto com medo de encarar que o problema estava ali, deitado junto a você na cama (e não é o seu amrido, ou esposa, ou amante, não, ele está dentro de você)? E quem não tentou projetar o problema em outrem? E o que acontece então? entrmaos em guerra com nossos amigos por isso, enfrentamos um inferno pra tentar salvar alguém dum problema que é nosso, na verdade.

Ai, ai, ai, tá meio confuso, sei disso, e é por isso que vou ficando por aqui. Se alguém ler isso e achar que sou uma besta, fique feliz, você tem toda a razão.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fracasso, ou não? E, novamente: VHS (eita saudades!)

No último post contei que estava com o que considero grandioso Grandes Livros em mãos. E estava lendo-o com um prazer imenso. Li até onde pude, e de repente tive que deixá-lo de lado. Por quê? Ah, leitores "inexistentes" (hahaha!) foram uma série de pequenos erros que acabaram malfadando a leitura daquele livro. Mas não desisti, tornarei a lê-lo ainda esse ano, mas antes, antes de colocar minha mãos naquele livro o comprarei, já que o que tinha em mãos era da Biblioteca Municipal. E ainda mais, terei que comprar os livros citados em Grandes Livros, os livros descritos como grandiosos porque urgiu uma necessidade tremenda de lê-los junto ao livro, acompanhando cada capítulo com o livro descrito ali em mãos, absorvendo pra mim o prazer que Denby teve. Quase consegui isso. No primeiro capítulo está o épico A Ilíada. Eu li o primeiro capítulo e corri pra ter em mãos o poema épico. Comecei a lê-lo e tal qual Denby tive dificuldades. Acabei sendo novamente preguiçoso e abandonei-o. Acabei ficando magoado comigo mesmo. Fiquei triste mesmo, e tentei novamente. Dessa vez, nessa nova tentativa cometi o pecado de apanhar uma edição do livro em prosa. Será que existe a possibilidade de odiar-me ainda mais? Ah, tem, sim. Tudo bem, é ótimo que conseguiram adaptar o épico em prosa e ficou legalzinho até, mas acredito que eu, assim como todas as outras pessoas, devem ter primeiro contato com o poema nesses casos de adaptações de poemas épicos para prosa e em seguida, ler a adaptação. Não li a adaptação também. Acabei somente tendo-o em mãos e o deixei de lado, na Biblioteca Municipal também.

Entrementes, enquanto lutava para prosseguir na leitura de Grandes Livros, acabei resolvendo ler alguns contos. Admiti, em primeiro lugar, pra mim mesmo que não conseguiria ler o Grandes Livros como queria, eu teria que tê-lo e ter todos aqueles livros do curso da Columbia que o Denby fala. Farei isso, os comprarei e assim que tiver uma boa quantia deles voltarei a ler Grandes Livros de um modo calmo, apreciando-o como ele merece, assim como farei com Proust, que, como já disse aqui, larguei-o de lado antes mesmo de ter começado direito. Assim farei também com a trilogia de Sartre Os Caminhos da Liberdade. Bem, tenho muito o que ler e uma vida toda ainda pela frente. Preciso aprender mesmo como ler melhor, como aproveitar melhor cada instante de leitura e não deixar que a sofreguidão me dilacerem a ponto de tratar os livros como uma transa casual, como transar com o livro e depois disfazer-me deles. Talvez seja por isso que Grandes Livros me abandonou, devo tê-lo tratado como uma puta e deixei-o puto com isso, hahaha.

Mas... continuando, voltei-me a outra coisa quando deixei Grandes Livros na Biblioteca e apanhei outro livro. Dexter é Delicioso de Jeff Lindsay. É o quinto livro da série, que também tem um seriado com o mesmo nome: Dexter. Tanto o seriado quanto os livros são excelentes embora tenham seguido caminhos diferentes, que não citarei aqui pra não estragar a supresa de ninguém ao ler e ver e aperceber-se da diferença. Quando estava com Dexter em mãos também comecei a assistir novamente a trilogia O Senhor dos Anéis e heis que vem em mim a necessidade de lê-lo. Os três filmes são ótimos, são mesmo, qualquer um que os viu deve pensar assim. E conversando com um amigo ouvi que os livros são melhores. Então, já tive que acrescentar mais livros a minha deturpada lista, que espero conseguir cumprir: Silmarillion, o Hobbit e a trilogia O Senhor dos Anéis (cinco livro ou três se contar com o volume único de O Senhor dos Anéis). Só que antes de entregar-me à Terra Média, lerei Um Bom Ano, de Peter Mayle, que também recebeu uma adaptação para o cinema com Russel Crowe no papel de Max e dirigido por Ridley Scott. Eu amo o filme, o cenário, a trilha sonora... adoro assisti-lo e já o assisti várias vezes, e confesso isso sem medo algum mesmo tendo lido comentários de várias pessoas o criticando. Na minha opinião o filme é uma canção aos vinhos da Provença, assim como La Bodega, de Noah Gordon, é uma canção à Espanha e seus vinhos. Comprei o livro por um bom preço no Estante Virtual, módicos R$10,00. E não via a hora de chegar aqui pra eu lê-lo, chegou rápido até, mas então eu já tinha assumido um outro compromisso. Primeiro, Dexter e depois Max Skinner, primeiro a loucura de Miami descrita por Dexter e depois a tranquilidade de La Sirroque, descrita por Mayle.

E, finalizando, volto a falar de saudades do VHS. Volto porque tive um novo leitor, que ainda deixou comentário, olha só, e ainda por cima não pertence a minha família ou é amigo. Então, volto a falar do assunto que o trouxe a esse misérrimo blog: VHS. A nostalgia que me atingiu o VHS foi criando raizes e passei um tempo assistindo filmes antigos, lembrando-me de que os havia assistido pela primeira vez em VHS. Alien, o Oitavo Passageiros; Aliens, o Resgate; Alien 3, O Rapto do Garoto Dourado,  Twister; Entrevista com o Vampiro; Assassinos... e alguns outros dos anos 80 e 90. E eita saudade daqueles trailers infindos que surgiam nos filmes da Warner e que me tranportavam prum mundo de faz de conta tão saboroso que tornava o assistir os trailers tão interessante e bom quanto assistir os filmes, mesmo que esses trailers já tinham sido visto pela enésima vez.

Ainda tenho um VHS, tá ali, quietinho, praticamente sem uso, mas tá ali. Tenho alguns filmes em VHS ainda e talvez algum dia desses eu me sente em minha sala e o ligue pra matar as saudades.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Fim de 20.000 Léguas, início de uma odisséia!

Fim de 20.000 Léguas Submarinas do Verne, e emendei outro livro na sequência, Grandes Livros, de David Denby. É bem provável que esse livro seja bem conhecido. Mas se quem estiver passando por essas não o conhece digo: "Leia-o imediatamente." O livro é fantástico. Tive contato com ele pela primeira vez em 2004 e desde então ele permeia meus pensamentos. Claro que esse primeiro contato já ronda uma década e foi isso que mexeu comigo. Uma década! E quantos livros li de Grandes Livros? Um outro outro, acho que devo ter lido uns dois e tentado ler alguns, mas minha mente pobre não deve ter conseguido assimilar o que as páginas me mostravam e abandonei-os logo de início sem tentar, ao menos, uma batalha contra minha ignorância e forçar-me a uma adaptação à leitura (o mesmo erro que cometi pouco tempo atrás ao ter em mãos No Caminho de Swann, da série Em Busca do Tempo Perdido, que abandonei antes da cinquentas primeiras páginas por achar a leitura enfadonha e sem rendimento. Mas quem não tinha o rendimento: o livro ou eu? Claro que o ignorante aqui). Continuando, acabei por não ler todos os livros que prometi a mim mesmo, em 2004, que leria. Acabei não fazendo as anotação que comecei a redigir num caderno, sobre os livros que Grandes Livros me apresentava e acabei perdendo o tempo que passeei pelas páginas doces e amargas de Grandes Livros. Portanto, perdi Grandes Livros e me encontro novamente na estaca zero. O que também é gostoso, afinal lerei-o como da primeira vez - tentando, agora, não cometer os erros antes cometidos, mas como sei que sou burro é bem capaz de fazer tudo de novo.


Falando do mar.... 20.000 Léguas Submarinas realmente é fabuloso. Quem não se encanta com as descrições do Professor Aronnax? A figura excêntrica do Capitão Nemo é ao mesmo tempo carismática e sinistra. Quando soube do livro a primeira vez não tive interesse. Eu devia ter nada mais que uns 16 anos e naquela época era encantado por Stephen King e os similares de terror, se não me engano passei um quinquênio lendo-os e relendo-os e até escrevendo contos de terror. Não tinha, portanto, tempo para histórias de aventura, tinha deixado morrer em mim esse interesse. Estranho. Estranho mesmo porque passei boa parte da pré-adolescência e adolescência (até antes de chegar nessa parte tétrica da curta vida onde me apaxionei pelo terror, bem e até hoje sou meio apaixonado por isso, até hoje leio Lovecraft, Rice e King). Mas, então, não dei a devida atenção a esse livro antes dessa data que escrevo. Novamente o livro bateu em minha porta ao assisitr o filme Esfera. Lá estava a referência ao 20.000 Léguas e mesmo assim não o li, e com isso perdi novamente mias de uma década, já que Esfera é de 1999 ou por aí. Então, decorreu que não sei que diabos me deu no fim de 2011 veio a vontade de ler. Estava eu passeando pelos corredores da Biblioteca Municipal de Lençóis quando vi Dumas, lá estava os três volumes de O Conde de Monte Cristo. A vontade de relê-los bateu em mim, mas eu queira alguma coisa mais curta, mas também que tivesse efeito. Já tinha em mãos Grandes Livros e queria poder ler alguma coisa interessante antes de finalmente passear pelas páginas de Denby. Há!, foi nisso que vi Verne. E foi aí que apanhei 20.000 Léguas Submarinas. Isso tme quase dez dias já, mas a sensação que tenho ainda é a de agora. E já sei o que lerei logo: A Ilha Misteriosa, de Verne também, lá temos novamente a figura potente de Nemo.

Agora, voltando para os Grandes Livros. Numa introdução do livro, Denby nos fala a respeito desse curso que frequentou na Universidade de Columbia, em Nova Iorque antes de escrever o tal livro. Ele já tinah feito esse curso nos anos 60, mas o vazio duma vida agitada e cheia de informações, na maioria descartáveis, o levou a frequentar novamente o curso que deu origem ao livro. Ali temos ele lutando com Homero, com Woolf, com Ésquilo, Platão, Virgílio e também a Bílbia. É um livro que trata dessa batalha, dá batalha dum homem que tem em mãos grandes livros e vê-se lutando contra eles, até se render ao seu poder e passar a ser domesticado pelas suas páginas. Estou reiniciando, ou mesmo iniciando, prefiro descartar a primeira vez que o li, e espero conseguir lê-lo novamente na sua totalidade e no decorrer de sua leitura, enfrentar também os dragões que são os livros referidos nele.

 Ah, tá, antes que me esqueça, Esfera também é uma adaptação dum livro de Michael Crichton que vale a pena ser lido. Ainda não o li, mas o farei esse anos e ao fazê-lo contarei o que senti para quem quer que seja que leia esse blog.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Da Solidão

Sequioso de escrever um poema que exprimisse a maior dor do mundo, Poe chegou, por exclusão, à idéia da morte da mulher amada. Nada lhe pareceu mais definitivamente doloroso. Assim nasceu "O corvo": o pássaro agoureiro a repetir ao homem sozinho em sua saudade a pungente litania do "nunca mais". Será esta a maior das solidões? Realmente, o que pode existir de pior que a impossibilidade de arrancar à morte o ser amado, que fez Orfeu descer aos Infernos em busca de Eurídice e acabou por lhe calar a lira mágica? Distante, separado, prisioneiro, ainda pode aquele que ama alimentar sua paixão com o sentimento de que o objeto amado está vivo. Morto este, só lhe restam dois caminhos: o suicídio, físico ou moral, ou uma fé qualquer. E como tal fé constitui uma possibilidade - que outra coisa é a Divina comédia para Dante senão a morte de Beatriz? - cabe uma consideração também dolorosa: a solidão que a morte da mulher amada deixa não é, porquanto absoluta, a maior solidão.

Qual será maior então? Os grandes momentos de solidão, a de Jó, a de Cristo no Horto, tinham a exaltá-la uma fé. A solidão de Carlitos, naquela incrível imagem em que ele aparece na eterna esquina no final de Luzes da cidade, tinha a justificá-la o sacrifício feito pela mulher amada.

Penso com mais frio n'alma na solidão dos últimos dias do pintor Toulouse-Lautrec, em seu leito de moribundo, lúcido, fechado em si mesmo, e no duro olhar de ódio que deitou ao pai, segundos antes de morrer, como a culpá-lo de o ter gerado um monstro.

Penso com mais frio n'alma ainda na solidão total dos poucos minutos que terão restado ao poeta Hart Crane, quando, no auge da neurastenia, depois de se ter jogado ao mar, numa viagem de regresso do México para os Estados Unidos, viu sobre si mesmo a imensa noite do oceano imenso à sua volta, e ao longe as luzes do navio que se afastava. O que se terão dito o poeta e a eternidade nesses poucos instantes em que ele, quem sabe banhado de poesia total, boiou a esmo sobre a negra massa líquida, à espera do abandono?

Solidão inenarrável, quem sabe povoada de beleza... Mas será ela, também, a maior solidão? A solidão do poeta Rilke, quando, na alta escarpa sobre o Adriático, ouviu no vento a música do primeiro verso que desencadeou as Elegias de Duino, será ela a maior solidão?

Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre.

In Para viver um grande amor, Editora do Autor .1962

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nostalgia (ai que saudades do VHS)

Na noite passada fui atingido por um sentimento tão profundo de nostalgia que parece ter-me levado a um tipo de "revelação interior" pouco usual. Senti, de repente, saudades da época que eu assistia filmes num vídeo-cassete, isso lá pelos anos de 1994 a 2003. Bem, essa saudade surgiu numa conversa num horário de jantar do meu trabalho com um amigo de quase duas dezenas de anos. Estávamos sentados, conversando sobre filmes quando surgiu no meio do nada uma fala dele falando da época que locávamos filmes. Disse-me então que parecia, naquela época, ser mais gostoso ver filmes. Mas anuimos com o fato de que parecia ser mais gostoso ir na locadora de vídeos e locar os filmes. Sabe, gente, aquela coisinha que ficava em nós, como a sorte de estar lá o filme que queríamos ver, ainda mais quando eram lançamentos. Era trabalhoso locar um filme naquela época - dentre 1996 à 2000. Era trabalhoso, sim. Eu mesmo me recordo o trabalho que tive pra conseguir achar uma fita de Matrix no fim de 1999, eu queria assistir o filme na noite de Reveillon, era viciado naquele filme, então, e lembro-me de ter ligado naquela tarde de 31 de dezembro para quase todas as vídeo-locadoras de Lençóis e só ahcei o filme em uma. 'Tá bem, o filme era lançamento então e The Matrix estava no auge. Loquei-o e o assisti. Era trabalhoso, mas divertido e empolgante locar um filme de vídeo-locadora - dá saudades. Recordo-me também da febre que eu tinha para ver filmes. Recordo-me claramente da primeira vezes que assisti alguns, como: Assassinos, Twister, Seven. Recordo-me de ir à locadora e ficar uma ou duas horas por lá, conversando com um dos donos a respeito de filmes. Tinha eu, na época, 17 ou 19 anos. E quanto a filmes gravados na televisão!!! Recordo-me claramente, mas claramente mesmo, da febre que sofria para ver filmes na Tela-quente, ou Domingo Maior, ou Super Cine. Via o comercial anunciando o filme e preparava a fita. O filme começava e lá estava eu com o rec apertado, gravando-o. Era maravilhoso. Era gostoso demais ver filmes assim. Hoje ainda tenho esse gosto, mas não como o era antes, quando eu assistia um ou dois filmes todos os dias, quando varava madrugadas de sexta-feiras ou sábados assistindo-os. Chegava a ver cinco ou seis filmes num fim-de-semana. Era gostoso. Hoje ainda chego assistir quatro ou cinco filmes por semana, mas não é como era naquele tempo. Ainda é mágico, ainda tem magia, sim. Ainda assisto Twister, Assassinos, Seven, Clube da Luta, mas não é como era naquele tempo. Acredito que não perdi o toque mágico de ver um filme, acredito que o que perdi foi parte da ingenuidade que me acompanhava quando os via. Hoje, uns quinze anos mais velho, talvez aquela ingenuidade que a magia que um filme pode fazer o espectador arregalar os olhos e dizer uau! em parte já deve ter sido esquecida. Claro que ainda tem filmes que vejo e chego a ficar arrepiado. Claro que sim, olha só o Batman - O Cavaleiro das Trevas, A Origem, Sherlock Holmes, A Ilha do Medo e alguns outros que não recordo o nome agora. Esses aí ainda conseguem fazer-me arrepiar cada vez que os assisto - e os assiti algumas vezes já. Mas já não é mais a mesma coisa ir à vídeo-locadora.

Ai, que saudades da locação dum VHS.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De Hemingway a Verne

Bem, como já escrevi anteriormente, eu lia París é uma festa, e Hemingway faz-nos ver que realmente é uma festa, uma festa pra vida toda. Bem, o li novmente. E sei que o relerei, não em breve, mas talvez ainda esse ano. Com tantos livros ainda para ler, reler o mesmo livros inúmeras vezes pode parecer estupidez. Claro que pode, mas não o é, isso se o livro for bom, como esse é. Já li e reli - e relerei - Paris é uma festa, Peter Carmezind, de Herman Hesse - que tive a sorte de achar num sebo uma edição que eu há tempos procurava -, O Apanhador no Campo de Centeio, esse sim, é doentio ler e reler, mas o faço todo ano, La Bodega, o único livro que achei "lível" do Noah Gordon (fãs do cara me perdoem, mas La Bodega é uma canção de amor às vinículos e aos vinhos), e finalmente, A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, ambos de Carlos Ruiz Zafon. Esses livros contém uma mágica que adoro, mas ainda falta um... e aí, agora entra a hora de meu pecado: O Alquimista, Paulo Coelho. Está bem, tem muita gente que critica o cara, mas mesmo esses que criticam o lêem. Eu mesmo o critico e o leio (sei que é por inveja, eu GOSTARIA DE SER LIDO COMO ELE É NO MUNDO TODO, deve ser por isso que ele é tão criticado. Se é literatura ou não, somente o tempo dirá).

Mas então, lá estava eu, finalizando Paris é uma festa e sentindo o peito ser comprimido novamente, a dor da saudade de um livro que finda (por isso a releitura é importante, acredito). E senti-me impelido a lê-lo novamente. Fi-lo. E o fiz mnais rápido que da vez anterior. Li o  livro em praticamente um único dia. E o fechei. Foi como descer um caixão num túmulo (exagerei na metáfora, ainda mais tendo visto um caixão importante descer num túmulo esse início de ano, o de minha Mãe). Mas pode-se dizer que foi isso que senti. A saudade de París, que não conheço. A vontade de poder viver do que escrevo (ai, ai, ai, meu Deus, eu morreria de fome antes do fim do primeiro mês disso, não sou tão bom assim pra poder viver de escrever). E então, ao terminar de lê-lo caí em Proust. Em Busca do Tempo Perdido entra em qualquer seleção de leitura da literatura ocidental moderna. Sete livros. Talvez fantásticos. Mas não foi dessa vez que os li. Briguei com Proust. Briguei mesmo. Enfadonho, e pelamordeDeus, eu não cosneguia me concentrar ao lê-lo, para lê-lo. A culpa decerto é minha, ainda devo ser ignorante deveras para lê-lo. Ainda tenho muto o que ler, tenho muito o que aprender para poder sentar-me ouvindo Bach ou Schubert e poder lê-lo (adoro ouvi-los quando leio, ou mesmo algum blues - é fantástico ouvir blues e ler ao mesmo tempo). Mas então senti-me inócuo, incapaz. Vazio. Vazio mesmo. O que ler então? Fique preso nisso. Stuck in a moment de verdade. Eu estava com dois outros livros pra socorro, mas não me socorreram. King e Rice - Insônia e A Hora das Bruxas. E eles não me socorreram. Vazio. Senti-em assim. Vazio mesmo, sem nada para oferecer a mim mesmo. Um estranho nesse parque de viersão sinistro que sou eu - que é minha mente.

Mas, então findou-se o dia e fui a um dos meus lugares de paz. A Biblioteca Municipal aqui de Lençóis. Comeceia  andar entre os livros ainda sem decidir, ainda sem ver. Pensei em apelar para a Filosofia, cheguei a pegar o A História da Filosofia, do Will Durant, mas lembrei-me que o tenho e que mesmo ele não me interessou novamente. Para onde ia então a vontade de ler? Deus do céu. E meus planos de leitura? Eu não estava com eles em mão, não sabia onde estavam e não os recordava. Os livros simplesmente desapareceram. Simples assim. Foi então que cheguei a ele, Verne. Julio Verne. E ao ler o nome do autor na lombada do livro veio-me a imagem de Samuel L. Jackson atemorizado no fundo do oceano com 20.000 Leguas Submarinas a mão e com medo do polvo gigante. Verne. Um salvador. Apanhei o livro. Era ele, era ele que eu leria até arrumar a bagunça que fiz nas minhas leituras - como sou um filho da puta displicente! E então, quando voltava para a bancada do atendente da biblioteca veio Grandes Livros em minha mente. Claro! Era ele também. Como a Biblioteca Origines Lessa é boa! Era outro salvador. Corri até o atendente para apanhar o livro. O cara o pegou e então, estava tudo bem. Eu estava salvo. Mas aí aconteceu o engraçado. Aí, sim, eu posso usar aquele frase futebolística: Aí, sim eu fui surpreendido! Hemingway, O Jardim do Eden. Mas, não o levei. Não fiz como ele fazia na livraria da Sylvia Beach quando via um livor que queria muito ler (isso ele deixa claro no Paris é uma festa). Não o fiz. Não o apanhei. Mas terei a dignidade de fazê-lo asism que terminar esses dois. Estou lendo rápido agora, me dedicando realmente aos livros e deixando o computador e as coisinhas estupidas de lado. Dedico-me a ver a figura linda de minha mulher e minha filha e aos livros. Ah, como é bom ler... e ainda mais tendo em mãos salvadores duma alma torturada, como a minha, pela indecisão. Graças a Verne, a Denby e Hemingway (não que King e Rice sejam desmerecidos, mas ainda não é a vez deles, ainda não voltei ao pop tão fortemente quanto ao fim de ano - um novo ano, um novo início).


Até mais, gente.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Leituras de fim e início de ano

Comecei o ano bem em leituras, ao menos eu acredito que o seja. O último livro completo que li no fim do ano passado foi Dexter Design de um Assassino. 'Tá bem, leitura pop, mas e daí? Quem não se apaixona por Dexter, tanto a figura do seriado quanto a personagem do livro? Dexter é Dexter e pronto. Acredito que qualquer pessoa que chegar a ler um Dexter ou a assistir algum episódio do seriado ficará encantado com ele. Mesmo que temos ainda a alegria de saber que o seriado - Graças a Deus - não segue fielmente a sequência de livros, apenas a primeira temporada tenta “arremedar” o primeiro livro da série, e consegue pegar o que tem se quer retirado e transformado para um programa, como o foi. Por isso o interessante é assistir Dexter e também lê-lo, porque mesmo sendo diferente do livro, a figura do Michael C. Hall fica na mente da gente enquanto vemos todo o sarcasmo corrosivo dele solto desenfreadamente. Após deixar Dexter e seu Passageiros das Trevas, vi-me novamente apanhado pelo pop e passageiro da literatura: Stephen King (tudo bem tem gente que diz ele não ser literatura - pode até não ser, mas como eu queria coisas mais suaves para ler, o li). Iniciei a leitura de Duma Key em dezembro e atravessei o ano novo com o livro nas mãos... é relaxante. Não é aquele terror absurdo, na verdade nem acredito que aquilo seja terror, mas antes um trabalho de cunho psicológico e em parte King deixa para os leitores julgarem se aquilo pode ser terror ou não. Acho que a história é mais um suspense fantasmagórico que um terror, mas como diria Wireman “Essa é minha opinião”. O livro também não é totalmente ridículo (como alguns trabalhos dele são) e você até adquire um certo carisma por Edgar Freemantle e Wireman no decorrer das páginas do livro (e olha que passam de 600, mas no final, quando se vê que está acabando, aparece a saudade da personagem e uma vontadezinha de recomeçar a leitura - mas é claro que como eu tinha mais coisa para ler terei que deixar isso para daqui a alguns anos).
Então, lá estava eu terminando King e olhando para a pequena peça de rack que tenho em meu quarto onde ficam alguns de meus livros e admirando um de capa dura, azul e branco com o desenho da torre Eiffel: Paris é uma festa! Bem, meus queridos, aí sim, aí sim não estou sendo jogado nessa cultura literária pop (e agradável), mas sim, estou indo em caminho ao que pode ser visto como clássico. Hemingway. Ernest Hemingway é foda! Dele li somente O Velho e o Mar, que também acabei assistindo a uma versão antiga do filme que deve ter sido rodada pela década de 60 ou 70 do século passado. O livro (O Velho e o Mar) é ótimo , o filme até que é bem fiel, mas sei lá, acho que eu com minha ignorância cinematográfica não saberia como gostar dele de verdade... gosto quando sobem os créditos, no final e mostra os pescadores da aldeia saindo com seus barcos para pescar antes da manhã chegar, é bem agradável ver aquilo. Mas deixando a digressão de lado e voltando para Paris...  do livro posso dizer que Paris é uma festa, sim, e também um sonho... sonho que até gerou o filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen. A Paris dos anos 20, a Paris que Allen retrata nos passeios noturnos de Gil. E lendo Hemingway tem-se essa idéia tanto de infinitude quanto de uma cidade fantástica, idílica, onde tudo-fica-bem-por-pior-que-o-seja. E hoje, trabalhando, andando sob a chuva, tive essa divagação de Paris, do filme e do livro, já que Gil adora Paris sob a chuva e recordando-me de Hemingway falando da Paris outonal tive idéia de que isso acontecia aqui, hoje, já que esse tempo parece louco. Parece outono, quase inverno, embora não esteja frio, mas todo o céu, e o vento, e a chuva, mostram isso, que parece um nascimento de inverno.
Após a releitura de Paris é Uma Festa talvez eu caia nas graças de Proust (ou quem sabe de Noah Gordon com seu cantante La Bodega, ainda não sei). E logo terei que me dedicar a livros que realmente devem ser lidos: clássicos. Tenho que voltar pra faculdade afiado em leituras pra não passar vergonha ou qualquer coisa desse tipo.
Ai, ai, ai, ai... ‘té mais.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

This is Halloween

Meio atrasado para um post de Halloween, mas tudo bem, ainda dá tempo. A noite ainda existe e a escuridão a segue - ainda!
Tinha me esquecido dessa música do Manson, a ouvi e pensei em postar aqui o vídeo do yotube. É bem legal... me recordou de imediato o Estranho Mundo de Jack, de Tim Burton. E tive que rever o trailer e reouvir a musiquinha (This is Halloween This is Halloween This is Halloween) tocando e retocando inssitentemente na cabeça (Everybody Scream Everybody Scream).
Bom, sendo então melancólico e soturno, deixo esse clipe abaixo e bem-vindos à Cidade do Halloween.

http://www.youtube.com/watch?v=jU6iP0WLsU8


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Alguém daria a vida por algo que não existe? Alguém daria a vida por um sentimento de perfeição? Não digo de amor perfeito (esse eu tenho, minha esposa é esse amor de perfeição), digo de alguma coisa que possa ser tangível, de você poder olhar nos olhos de váias pessoas e sorrir e pensar assim: Para... Paradise. Parafraseio Coldplay na perfeição... parafraseio o cantar à vida de Coldplay nesa perfeição. Viva la Vida! Viva ao belo! Viva la Vida! Viva a Eternidade! Viva a você, minha fofa... vica a você, meu anjo chamado Ju... viva a você, minha linda de  olhos meigos e de risada tão profunda e gostosa, que contagia meu eu tão pequeno à luta contra meu demônio à eternidade...

Dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

Não sei o que levou a ser escrita essa música, essa letra, essa melodia, essa simplicidade que faz um homem de coração de pedra sorrir. Não sei. Mas sei reconhecer a beleza sonora, a tenacidade da voz e à evocação do que essas coisas trariam  a qualquer ser apaixonado.

Como comecei a escrever... alguém daria a vida por algo que não existe? Idílico? Sonho ou não, utópico ou não? Ao amor eu não preciso mais, ao amor eu não preciso me preocupar mais, à melodia do amor e da bonança eu não preciso mais, porque sempre terá alguém sussurrando em meu ouvidos:

Dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise

Fofa, essa é pra você:

http://letras.terra.com.br/coldplay/1963119/traducao.html

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Depois de algum tempo sem escrever... algo sobre viagens!

Nas minhas andanças pela internet, tentando encontrar algum blog que pudesse ter algum conteúdo interesante (não, é claro, que o meu tenha - porque é praticamente fatp que não tem!), estava lá eu certo fim de tarde, passeando quando me dei de cara com blog (esse primeiro não me recordo) que me encaminhou para outro blog sobre viagens: Viaggio Mondo (http://www.viaggio-mondo.com/). Comecei a vagar por ali, procurando e procurando quando comecei a ver coisas interessantes que parecem realmente serem vividas pela autora do blog, Fê Costa.
Fica aí a dica para quem gostar de viagens (ou de conhecer o mundo sem poder - ou precisar sair de casa).

Viaggio Mondo - http://www.viaggio-mondo.com/