domingo, 17 de março de 2013

Fim de verão

Ah... é a última semana desse verão! Não sei se ele deixará saudades, afinal, foi realmente um Verão! Quente demais, né?! Hoje pela manhã, enquanto estava trabalhando e via a chuva cair e também sentia frio, recordei-me do último inverno. Deus!, como foi frio.Frio mesmo. Lembrei-me das noites em que eu estava trabalhando e tiritava tamanho era o frio que sentia e nesses instantes de quase congelamento - sei que estou exagerando, mas eu achava que ia congelar mesmo -, eu pensava no verão. Pensava em dias quentes, em manhãs que não precisava usar blusas de frio e ver meu hálito condensando na minha frente enquanto falava... e principalmente me recordava das noites. Isso era o pior. Era mesmo. Imaginem, você sentado numa escada, o vento gelado cortando e assobiando, a noite ainda entrando pela madrugada e você tendo ela todinha (toda aquela escuridão caminhando ao seu lado até o alvorecer) para enfrentar, sabendo que não existirá momento de calor algum até poder estar em casa pela manhã. Então, eu pensava nas tardes quentes, na verdade nos finais de tardes quentes. Lembrava-me de algumas músicas e as cantarolava, assim como a Hi, Lili, Hi Lili, Hi Lou e tentava superar o frio... sabem, lembrava-me de dormir sem camiseta, de sentir o calor escorrer pelas costas, de estar suado e de pensar que se estivesse um pouquinho frio estaria ótimo! É irônico. Sei que é porque estava no calor e desejando um pouquinho do frio e já no frio, ardia-me de tocar o calor. Agora, nesse verão, o desejo do frio. Ai, ai, ai! É foda, sei. Mas... o calor desse verão foi intenso demais e desejar um pouquinho do frio não é tão ruim, é? Hoje sentia o frio de novo, aquela sensação que parece formigar na pele e que vai adentro os poros, fazendo que o calor desapareceça e que tenhamos a sensação de que estamos deixando de sentir alguma coisa. Acho que o frio é isso, a falta e sentir alguma coisa, o contrário do calor, onde tudo parece ser mais simples de ser sentido.

Não estou dizendo que não gosto do frio. Claro que gosto. Gosto do Inverno. Talvez goste mais do Inverno que do Verão. Acredito nisso, mas tem horas que em excesso enjoa, não é? Acho que as noites invernais, frias e sem vida, onde tudo parece estar findando, onde tudo parece escoar num ralo e que o dia seguinte não vai chegar, e se chegar será pior que a noite... adoro essas noites! E quando chove então...! Adoro-as ainda mais. Hoje foi bom por isso, uma prévia do que está por vir. Noites invernais. Dias frios. O toque gélido dos dedos sem vida do inverno, e a ausência de tudo naquele esqueleto.

Adentremos então ao Outono e que ele nos prepare para o Inverno.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Chernobyl Diaries / Livro: Um Bom Ano ***SPOILERS***

Um

Ontem tive a depreciação de ter assistido Chernobyl Diaries. A única palavra que me ocorre pra descrevê-lo: terrorível (tomo emprestada a expressão de meu amigo Tigrão do Ursinho Pooh - nada a ver com o que estou escrevendo sobre o filme de terror, mas é a melhor palavra pra descrever a coisa que assisti: terrorível!). Primeiro fui crente naquela propaganda que anunciava o filme sendo do criador de Atividade Paranormal. Puta, pensei, deve ser bom então. E foi um fiasco. Um fiasco. Primeiro, o filme não deixa certo se era pretendido em câmera em primeira pessoa (como no Atividade) ou em terceira pessoa, mas acaba assumindo grande parte em terceira pessoa, somente nas horas que tentava explicar alguma coisa que colocava em primeira pessoa - como na cena do desaparecimento do irmão de Paul e sua namorada. Ainda ocorreu comigo um fato antes mesmo de ter visto o filme. O trailer, no trailer que vi no youtube já dava pra ter ideia do fiasco. 'Tá bom de deve ter gente que gostou do filme, deve ter gente que encontra explicação no que não tem - e esse filme não explica nada, as coisas são simplesmente jogadas pro espectador e ele que se foda.

Bem, voltando ao filme (olha só gente aqui tem Spoilers), o grupo acaba concordando com Paul - um dos únicos cujo nome me lembro -, que mora em Kiev e é irmão dum dos protagonistas, residente dos States e que está viajando junto da namorada e uma amiga pela Europa. Eles encontram Paul em Kiev e o cara acaba dando a ideia de visitarem Prypiat, cidade próxima a Chernobil onde moravam os operários da fábrica. Aí existe, no trailer, a insinuação de fantasmas ou zumbis ou canibais, ou qualquer coisa dessas, nem no trailer isso fica claro - no filme dá só pra "quase" exlcuir fantasmas, o resto é aceitável. Paul tinha contratado Ury, ou Yuri, pra levá-los até a cidade maldita. Bem, quando estão na loja de Yuri chega mais um casal que vai se aventurar com eles. Prontos? Aqui começa a viagem...

Até essa introdução a coisa tá legal, não tá nada ruim... mas isso é só o comecinho. Bem, eles chegam na cidade e tem uma barreira do exército. O Yuri vai falar com os caras e volta triste dizendo que não podem ir lá porque estão realizando manutenção em alguma coisa - a cidade é abandonada, manutenção em quê??? Mas... como todo bom clichê dum filme de terror onde todos se fodem no final, o Yuri conhece um caminho que podem usar... é de rir ainda mais porque o pessoal do exército não estão guardando esse outro caminho (aí fica só uma coisa que eu tinha me esquecido, o Yuti era do exército e conhecia a cidade abandonada, então, por que o resto do pessoal do exército não conhecia?). Bem, clichê já dado, eles entram na cidade e vão passear deixando a van que vieram. Aí a coisa desanda, porque segundo o Yuri eles podiam ficar até duas horas ali e vão sair quando está escurecendo, mas o carro do Yuri está com problemas (outro clichê). Antes disso teve uma cena que o Yuri vê alguma coisa num chão dum apartamento, como se fossem cinzas, e raspa com o pé pro resto do pessoal não ver. Aí dá a entender que ele sabia que tinha alguma coisa ali. Então, se ele sabia por que quis ir? Por que arriscar? E além do mais, quando ele volta pro carro e fala uma coisa do tipo eles destruíram o carro, quer dizer que ele tinha consciência. Na hora me recordei do filme A Maldição da Sétima Lua, que tem essa premissa do pessoal ser deixado pra ser devorado, e era o que o filme sugeria. MAs então depois quando o Yuri é atacado, o irmão do Paul ferido e a coisa toda desandando é que vemos que não tem nada a ver. Bem, chega de spoilers. Vale dizer só mais uma cena, que tem no trailer, onde o pessoal encontra uma menina de costas (outro clichê) e a chama, então, uma das moças é atacada e levada. O que diabos aconteceu ali? Por que eles precisariam distrair o pessoal se já os estavam perseguindo, caçando? E também não chega a mostrar os bichos, a gente que pressupõe que são ex-moradores, ou algum pessoal que ficou preso ali e acabou mutando. Ainda no filme tem cenas de fiascos de perseguição de animais, e duma captura do exército. No total o filme é péssimo, ruim mesmo, eu não indico a ninguém - só a algumas pessoas que não gosto e se me perguntarem dum bom filme pra ver, aí sim, vale a pena indicar, hahaha. Só mais uma coisinha, nunca mais vou assistir um filme onde eu ver que é do criador de Atividade Paranormal.


Dois

Hoje acabei de ler Um Bom Ano. Adorei. Gostei pelo fato de ser bem diferente do filme, foi quase como se fosse inédito. Eu, particularmente, prefiro o filme, acho ele mais romântico, mesmo não gostando do Russel Crowe em sua performance de Max Skinner. Mas, o filme é doce, como o vinho Le Coin Perdu deve ser. Claro que o roteirista teve que excluir algumas personagens importantes e minimizar outras, o caso de Auzet e do enólogo, mas tudo bem. Adorei o livro e o sugiro, mas prefiro a beleza cantante do filme... nele até o Henry tem poesia e o Dufleut também, no livro é Russeal.

Fica aí a dica pra quem quiser assistir um bom filme e ler um livro agradável.

sábado, 3 de março de 2012

A concepção das coisas como o são; Cegueira proposital e Devaneios sem sentidos

Título extenso o desse post. Ele tinha de sê-lo. Tenhos meus motivos pra que ele o seja assim, extenso e um pouco confuso.  Vou tentar falar aqui de cada item por sua vez, mas sei que vou cair em digressão e cada item vai se misturar com o anterior e posterior e acabarão sendo todos um único. Portanto, tenham paciência.

A Aceitação das Coisas Como Elas O São: Primerio é necessário definir a coisa. O que diabos é a coisa? Aí é que 'tá o problema do problema, se é que me entendem. Temos problemas, eu tenho muitos,e mesmo assim, quando me deparo com um problema, quando um desses seres cavernosos saem de seu Mito Desconfortante da Caverna e caem em minha vida, eu fico pensando: "O que 'tá acontecendo?" E sabem por que me pergunto isso? Porque por maior que seja o problema são pouquíssimas vezes que eu sei com uma intrépida certeza qual é realmente o problema. E nessas vezes a iluminação duma resposta vem-me como um fogo que sobe do chão e atordoa minha mente: Eu sou a razão do problema e Eu sou a solução do problema. Puta merda, tio, e agora, como fica a coisa então? Simplesmente do seguinte modo: elas não ficam, elas o são. E esse ser que é o interessante porque com essa certeza eu me afogo num locação, eu chafudo nas pantanosas águas da ignorância onde eu escolho submergir, por isso a cegueira proposital e a presença de devaneios sem sentidos, já que costumo me afogar nesse lodaçal. Mas, quem não o faz? Quem não sente a merda entrando pela boca, descendo garganta abaixo, enchendo o estômago e ao mesmo tempo entrando pelas narinas e enchendo os pulmõs. Então, a merda está na boca e no nairz, o cheiro e o sabor estão ali, presentes,mas msmo assim... Puta merda, tio, o gosto e cheiro dessa merda é bom, então!... É a única resposta que me encontro.

Bem, não queria misturar, mas misturei e com certeza falei um monte de coisas sem sentido, pelo menos pra quem não pensa como eu penso. Egolatra! Isso, gritem. Pode até ser que eu seja, bem, sou mesmo, mas e daí, quem nunca passou pela situação acima. Quem nunca procurou resposta pra problemas fora de seu próprio contexto com medo de encarar que o problema estava ali, deitado junto a você na cama (e não é o seu amrido, ou esposa, ou amante, não, ele está dentro de você)? E quem não tentou projetar o problema em outrem? E o que acontece então? entrmaos em guerra com nossos amigos por isso, enfrentamos um inferno pra tentar salvar alguém dum problema que é nosso, na verdade.

Ai, ai, ai, tá meio confuso, sei disso, e é por isso que vou ficando por aqui. Se alguém ler isso e achar que sou uma besta, fique feliz, você tem toda a razão.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fracasso, ou não? E, novamente: VHS (eita saudades!)

No último post contei que estava com o que considero grandioso Grandes Livros em mãos. E estava lendo-o com um prazer imenso. Li até onde pude, e de repente tive que deixá-lo de lado. Por quê? Ah, leitores "inexistentes" (hahaha!) foram uma série de pequenos erros que acabaram malfadando a leitura daquele livro. Mas não desisti, tornarei a lê-lo ainda esse ano, mas antes, antes de colocar minha mãos naquele livro o comprarei, já que o que tinha em mãos era da Biblioteca Municipal. E ainda mais, terei que comprar os livros citados em Grandes Livros, os livros descritos como grandiosos porque urgiu uma necessidade tremenda de lê-los junto ao livro, acompanhando cada capítulo com o livro descrito ali em mãos, absorvendo pra mim o prazer que Denby teve. Quase consegui isso. No primeiro capítulo está o épico A Ilíada. Eu li o primeiro capítulo e corri pra ter em mãos o poema épico. Comecei a lê-lo e tal qual Denby tive dificuldades. Acabei sendo novamente preguiçoso e abandonei-o. Acabei ficando magoado comigo mesmo. Fiquei triste mesmo, e tentei novamente. Dessa vez, nessa nova tentativa cometi o pecado de apanhar uma edição do livro em prosa. Será que existe a possibilidade de odiar-me ainda mais? Ah, tem, sim. Tudo bem, é ótimo que conseguiram adaptar o épico em prosa e ficou legalzinho até, mas acredito que eu, assim como todas as outras pessoas, devem ter primeiro contato com o poema nesses casos de adaptações de poemas épicos para prosa e em seguida, ler a adaptação. Não li a adaptação também. Acabei somente tendo-o em mãos e o deixei de lado, na Biblioteca Municipal também.

Entrementes, enquanto lutava para prosseguir na leitura de Grandes Livros, acabei resolvendo ler alguns contos. Admiti, em primeiro lugar, pra mim mesmo que não conseguiria ler o Grandes Livros como queria, eu teria que tê-lo e ter todos aqueles livros do curso da Columbia que o Denby fala. Farei isso, os comprarei e assim que tiver uma boa quantia deles voltarei a ler Grandes Livros de um modo calmo, apreciando-o como ele merece, assim como farei com Proust, que, como já disse aqui, larguei-o de lado antes mesmo de ter começado direito. Assim farei também com a trilogia de Sartre Os Caminhos da Liberdade. Bem, tenho muito o que ler e uma vida toda ainda pela frente. Preciso aprender mesmo como ler melhor, como aproveitar melhor cada instante de leitura e não deixar que a sofreguidão me dilacerem a ponto de tratar os livros como uma transa casual, como transar com o livro e depois disfazer-me deles. Talvez seja por isso que Grandes Livros me abandonou, devo tê-lo tratado como uma puta e deixei-o puto com isso, hahaha.

Mas... continuando, voltei-me a outra coisa quando deixei Grandes Livros na Biblioteca e apanhei outro livro. Dexter é Delicioso de Jeff Lindsay. É o quinto livro da série, que também tem um seriado com o mesmo nome: Dexter. Tanto o seriado quanto os livros são excelentes embora tenham seguido caminhos diferentes, que não citarei aqui pra não estragar a supresa de ninguém ao ler e ver e aperceber-se da diferença. Quando estava com Dexter em mãos também comecei a assistir novamente a trilogia O Senhor dos Anéis e heis que vem em mim a necessidade de lê-lo. Os três filmes são ótimos, são mesmo, qualquer um que os viu deve pensar assim. E conversando com um amigo ouvi que os livros são melhores. Então, já tive que acrescentar mais livros a minha deturpada lista, que espero conseguir cumprir: Silmarillion, o Hobbit e a trilogia O Senhor dos Anéis (cinco livro ou três se contar com o volume único de O Senhor dos Anéis). Só que antes de entregar-me à Terra Média, lerei Um Bom Ano, de Peter Mayle, que também recebeu uma adaptação para o cinema com Russel Crowe no papel de Max e dirigido por Ridley Scott. Eu amo o filme, o cenário, a trilha sonora... adoro assisti-lo e já o assisti várias vezes, e confesso isso sem medo algum mesmo tendo lido comentários de várias pessoas o criticando. Na minha opinião o filme é uma canção aos vinhos da Provença, assim como La Bodega, de Noah Gordon, é uma canção à Espanha e seus vinhos. Comprei o livro por um bom preço no Estante Virtual, módicos R$10,00. E não via a hora de chegar aqui pra eu lê-lo, chegou rápido até, mas então eu já tinha assumido um outro compromisso. Primeiro, Dexter e depois Max Skinner, primeiro a loucura de Miami descrita por Dexter e depois a tranquilidade de La Sirroque, descrita por Mayle.

E, finalizando, volto a falar de saudades do VHS. Volto porque tive um novo leitor, que ainda deixou comentário, olha só, e ainda por cima não pertence a minha família ou é amigo. Então, volto a falar do assunto que o trouxe a esse misérrimo blog: VHS. A nostalgia que me atingiu o VHS foi criando raizes e passei um tempo assistindo filmes antigos, lembrando-me de que os havia assistido pela primeira vez em VHS. Alien, o Oitavo Passageiros; Aliens, o Resgate; Alien 3, O Rapto do Garoto Dourado,  Twister; Entrevista com o Vampiro; Assassinos... e alguns outros dos anos 80 e 90. E eita saudade daqueles trailers infindos que surgiam nos filmes da Warner e que me tranportavam prum mundo de faz de conta tão saboroso que tornava o assistir os trailers tão interessante e bom quanto assistir os filmes, mesmo que esses trailers já tinham sido visto pela enésima vez.

Ainda tenho um VHS, tá ali, quietinho, praticamente sem uso, mas tá ali. Tenho alguns filmes em VHS ainda e talvez algum dia desses eu me sente em minha sala e o ligue pra matar as saudades.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Fim de 20.000 Léguas, início de uma odisséia!

Fim de 20.000 Léguas Submarinas do Verne, e emendei outro livro na sequência, Grandes Livros, de David Denby. É bem provável que esse livro seja bem conhecido. Mas se quem estiver passando por essas não o conhece digo: "Leia-o imediatamente." O livro é fantástico. Tive contato com ele pela primeira vez em 2004 e desde então ele permeia meus pensamentos. Claro que esse primeiro contato já ronda uma década e foi isso que mexeu comigo. Uma década! E quantos livros li de Grandes Livros? Um outro outro, acho que devo ter lido uns dois e tentado ler alguns, mas minha mente pobre não deve ter conseguido assimilar o que as páginas me mostravam e abandonei-os logo de início sem tentar, ao menos, uma batalha contra minha ignorância e forçar-me a uma adaptação à leitura (o mesmo erro que cometi pouco tempo atrás ao ter em mãos No Caminho de Swann, da série Em Busca do Tempo Perdido, que abandonei antes da cinquentas primeiras páginas por achar a leitura enfadonha e sem rendimento. Mas quem não tinha o rendimento: o livro ou eu? Claro que o ignorante aqui). Continuando, acabei por não ler todos os livros que prometi a mim mesmo, em 2004, que leria. Acabei não fazendo as anotação que comecei a redigir num caderno, sobre os livros que Grandes Livros me apresentava e acabei perdendo o tempo que passeei pelas páginas doces e amargas de Grandes Livros. Portanto, perdi Grandes Livros e me encontro novamente na estaca zero. O que também é gostoso, afinal lerei-o como da primeira vez - tentando, agora, não cometer os erros antes cometidos, mas como sei que sou burro é bem capaz de fazer tudo de novo.


Falando do mar.... 20.000 Léguas Submarinas realmente é fabuloso. Quem não se encanta com as descrições do Professor Aronnax? A figura excêntrica do Capitão Nemo é ao mesmo tempo carismática e sinistra. Quando soube do livro a primeira vez não tive interesse. Eu devia ter nada mais que uns 16 anos e naquela época era encantado por Stephen King e os similares de terror, se não me engano passei um quinquênio lendo-os e relendo-os e até escrevendo contos de terror. Não tinha, portanto, tempo para histórias de aventura, tinha deixado morrer em mim esse interesse. Estranho. Estranho mesmo porque passei boa parte da pré-adolescência e adolescência (até antes de chegar nessa parte tétrica da curta vida onde me apaxionei pelo terror, bem e até hoje sou meio apaixonado por isso, até hoje leio Lovecraft, Rice e King). Mas, então, não dei a devida atenção a esse livro antes dessa data que escrevo. Novamente o livro bateu em minha porta ao assisitr o filme Esfera. Lá estava a referência ao 20.000 Léguas e mesmo assim não o li, e com isso perdi novamente mias de uma década, já que Esfera é de 1999 ou por aí. Então, decorreu que não sei que diabos me deu no fim de 2011 veio a vontade de ler. Estava eu passeando pelos corredores da Biblioteca Municipal de Lençóis quando vi Dumas, lá estava os três volumes de O Conde de Monte Cristo. A vontade de relê-los bateu em mim, mas eu queira alguma coisa mais curta, mas também que tivesse efeito. Já tinha em mãos Grandes Livros e queria poder ler alguma coisa interessante antes de finalmente passear pelas páginas de Denby. Há!, foi nisso que vi Verne. E foi aí que apanhei 20.000 Léguas Submarinas. Isso tme quase dez dias já, mas a sensação que tenho ainda é a de agora. E já sei o que lerei logo: A Ilha Misteriosa, de Verne também, lá temos novamente a figura potente de Nemo.

Agora, voltando para os Grandes Livros. Numa introdução do livro, Denby nos fala a respeito desse curso que frequentou na Universidade de Columbia, em Nova Iorque antes de escrever o tal livro. Ele já tinah feito esse curso nos anos 60, mas o vazio duma vida agitada e cheia de informações, na maioria descartáveis, o levou a frequentar novamente o curso que deu origem ao livro. Ali temos ele lutando com Homero, com Woolf, com Ésquilo, Platão, Virgílio e também a Bílbia. É um livro que trata dessa batalha, dá batalha dum homem que tem em mãos grandes livros e vê-se lutando contra eles, até se render ao seu poder e passar a ser domesticado pelas suas páginas. Estou reiniciando, ou mesmo iniciando, prefiro descartar a primeira vez que o li, e espero conseguir lê-lo novamente na sua totalidade e no decorrer de sua leitura, enfrentar também os dragões que são os livros referidos nele.

 Ah, tá, antes que me esqueça, Esfera também é uma adaptação dum livro de Michael Crichton que vale a pena ser lido. Ainda não o li, mas o farei esse anos e ao fazê-lo contarei o que senti para quem quer que seja que leia esse blog.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Da Solidão

Sequioso de escrever um poema que exprimisse a maior dor do mundo, Poe chegou, por exclusão, à idéia da morte da mulher amada. Nada lhe pareceu mais definitivamente doloroso. Assim nasceu "O corvo": o pássaro agoureiro a repetir ao homem sozinho em sua saudade a pungente litania do "nunca mais". Será esta a maior das solidões? Realmente, o que pode existir de pior que a impossibilidade de arrancar à morte o ser amado, que fez Orfeu descer aos Infernos em busca de Eurídice e acabou por lhe calar a lira mágica? Distante, separado, prisioneiro, ainda pode aquele que ama alimentar sua paixão com o sentimento de que o objeto amado está vivo. Morto este, só lhe restam dois caminhos: o suicídio, físico ou moral, ou uma fé qualquer. E como tal fé constitui uma possibilidade - que outra coisa é a Divina comédia para Dante senão a morte de Beatriz? - cabe uma consideração também dolorosa: a solidão que a morte da mulher amada deixa não é, porquanto absoluta, a maior solidão.

Qual será maior então? Os grandes momentos de solidão, a de Jó, a de Cristo no Horto, tinham a exaltá-la uma fé. A solidão de Carlitos, naquela incrível imagem em que ele aparece na eterna esquina no final de Luzes da cidade, tinha a justificá-la o sacrifício feito pela mulher amada.

Penso com mais frio n'alma na solidão dos últimos dias do pintor Toulouse-Lautrec, em seu leito de moribundo, lúcido, fechado em si mesmo, e no duro olhar de ódio que deitou ao pai, segundos antes de morrer, como a culpá-lo de o ter gerado um monstro.

Penso com mais frio n'alma ainda na solidão total dos poucos minutos que terão restado ao poeta Hart Crane, quando, no auge da neurastenia, depois de se ter jogado ao mar, numa viagem de regresso do México para os Estados Unidos, viu sobre si mesmo a imensa noite do oceano imenso à sua volta, e ao longe as luzes do navio que se afastava. O que se terão dito o poeta e a eternidade nesses poucos instantes em que ele, quem sabe banhado de poesia total, boiou a esmo sobre a negra massa líquida, à espera do abandono?

Solidão inenarrável, quem sabe povoada de beleza... Mas será ela, também, a maior solidão? A solidão do poeta Rilke, quando, na alta escarpa sobre o Adriático, ouviu no vento a música do primeiro verso que desencadeou as Elegias de Duino, será ela a maior solidão?

Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre.

In Para viver um grande amor, Editora do Autor .1962

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nostalgia (ai que saudades do VHS)

Na noite passada fui atingido por um sentimento tão profundo de nostalgia que parece ter-me levado a um tipo de "revelação interior" pouco usual. Senti, de repente, saudades da época que eu assistia filmes num vídeo-cassete, isso lá pelos anos de 1994 a 2003. Bem, essa saudade surgiu numa conversa num horário de jantar do meu trabalho com um amigo de quase duas dezenas de anos. Estávamos sentados, conversando sobre filmes quando surgiu no meio do nada uma fala dele falando da época que locávamos filmes. Disse-me então que parecia, naquela época, ser mais gostoso ver filmes. Mas anuimos com o fato de que parecia ser mais gostoso ir na locadora de vídeos e locar os filmes. Sabe, gente, aquela coisinha que ficava em nós, como a sorte de estar lá o filme que queríamos ver, ainda mais quando eram lançamentos. Era trabalhoso locar um filme naquela época - dentre 1996 à 2000. Era trabalhoso, sim. Eu mesmo me recordo o trabalho que tive pra conseguir achar uma fita de Matrix no fim de 1999, eu queria assistir o filme na noite de Reveillon, era viciado naquele filme, então, e lembro-me de ter ligado naquela tarde de 31 de dezembro para quase todas as vídeo-locadoras de Lençóis e só ahcei o filme em uma. 'Tá bem, o filme era lançamento então e The Matrix estava no auge. Loquei-o e o assisti. Era trabalhoso, mas divertido e empolgante locar um filme de vídeo-locadora - dá saudades. Recordo-me também da febre que eu tinha para ver filmes. Recordo-me claramente da primeira vezes que assisti alguns, como: Assassinos, Twister, Seven. Recordo-me de ir à locadora e ficar uma ou duas horas por lá, conversando com um dos donos a respeito de filmes. Tinha eu, na época, 17 ou 19 anos. E quanto a filmes gravados na televisão!!! Recordo-me claramente, mas claramente mesmo, da febre que sofria para ver filmes na Tela-quente, ou Domingo Maior, ou Super Cine. Via o comercial anunciando o filme e preparava a fita. O filme começava e lá estava eu com o rec apertado, gravando-o. Era maravilhoso. Era gostoso demais ver filmes assim. Hoje ainda tenho esse gosto, mas não como o era antes, quando eu assistia um ou dois filmes todos os dias, quando varava madrugadas de sexta-feiras ou sábados assistindo-os. Chegava a ver cinco ou seis filmes num fim-de-semana. Era gostoso. Hoje ainda chego assistir quatro ou cinco filmes por semana, mas não é como era naquele tempo. Ainda é mágico, ainda tem magia, sim. Ainda assisto Twister, Assassinos, Seven, Clube da Luta, mas não é como era naquele tempo. Acredito que não perdi o toque mágico de ver um filme, acredito que o que perdi foi parte da ingenuidade que me acompanhava quando os via. Hoje, uns quinze anos mais velho, talvez aquela ingenuidade que a magia que um filme pode fazer o espectador arregalar os olhos e dizer uau! em parte já deve ter sido esquecida. Claro que ainda tem filmes que vejo e chego a ficar arrepiado. Claro que sim, olha só o Batman - O Cavaleiro das Trevas, A Origem, Sherlock Holmes, A Ilha do Medo e alguns outros que não recordo o nome agora. Esses aí ainda conseguem fazer-me arrepiar cada vez que os assisto - e os assiti algumas vezes já. Mas já não é mais a mesma coisa ir à vídeo-locadora.

Ai, que saudades da locação dum VHS.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De Hemingway a Verne

Bem, como já escrevi anteriormente, eu lia París é uma festa, e Hemingway faz-nos ver que realmente é uma festa, uma festa pra vida toda. Bem, o li novmente. E sei que o relerei, não em breve, mas talvez ainda esse ano. Com tantos livros ainda para ler, reler o mesmo livros inúmeras vezes pode parecer estupidez. Claro que pode, mas não o é, isso se o livro for bom, como esse é. Já li e reli - e relerei - Paris é uma festa, Peter Carmezind, de Herman Hesse - que tive a sorte de achar num sebo uma edição que eu há tempos procurava -, O Apanhador no Campo de Centeio, esse sim, é doentio ler e reler, mas o faço todo ano, La Bodega, o único livro que achei "lível" do Noah Gordon (fãs do cara me perdoem, mas La Bodega é uma canção de amor às vinículos e aos vinhos), e finalmente, A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, ambos de Carlos Ruiz Zafon. Esses livros contém uma mágica que adoro, mas ainda falta um... e aí, agora entra a hora de meu pecado: O Alquimista, Paulo Coelho. Está bem, tem muita gente que critica o cara, mas mesmo esses que criticam o lêem. Eu mesmo o critico e o leio (sei que é por inveja, eu GOSTARIA DE SER LIDO COMO ELE É NO MUNDO TODO, deve ser por isso que ele é tão criticado. Se é literatura ou não, somente o tempo dirá).

Mas então, lá estava eu, finalizando Paris é uma festa e sentindo o peito ser comprimido novamente, a dor da saudade de um livro que finda (por isso a releitura é importante, acredito). E senti-me impelido a lê-lo novamente. Fi-lo. E o fiz mnais rápido que da vez anterior. Li o  livro em praticamente um único dia. E o fechei. Foi como descer um caixão num túmulo (exagerei na metáfora, ainda mais tendo visto um caixão importante descer num túmulo esse início de ano, o de minha Mãe). Mas pode-se dizer que foi isso que senti. A saudade de París, que não conheço. A vontade de poder viver do que escrevo (ai, ai, ai, meu Deus, eu morreria de fome antes do fim do primeiro mês disso, não sou tão bom assim pra poder viver de escrever). E então, ao terminar de lê-lo caí em Proust. Em Busca do Tempo Perdido entra em qualquer seleção de leitura da literatura ocidental moderna. Sete livros. Talvez fantásticos. Mas não foi dessa vez que os li. Briguei com Proust. Briguei mesmo. Enfadonho, e pelamordeDeus, eu não cosneguia me concentrar ao lê-lo, para lê-lo. A culpa decerto é minha, ainda devo ser ignorante deveras para lê-lo. Ainda tenho muto o que ler, tenho muito o que aprender para poder sentar-me ouvindo Bach ou Schubert e poder lê-lo (adoro ouvi-los quando leio, ou mesmo algum blues - é fantástico ouvir blues e ler ao mesmo tempo). Mas então senti-me inócuo, incapaz. Vazio. Vazio mesmo. O que ler então? Fique preso nisso. Stuck in a moment de verdade. Eu estava com dois outros livros pra socorro, mas não me socorreram. King e Rice - Insônia e A Hora das Bruxas. E eles não me socorreram. Vazio. Senti-em assim. Vazio mesmo, sem nada para oferecer a mim mesmo. Um estranho nesse parque de viersão sinistro que sou eu - que é minha mente.

Mas, então findou-se o dia e fui a um dos meus lugares de paz. A Biblioteca Municipal aqui de Lençóis. Comeceia  andar entre os livros ainda sem decidir, ainda sem ver. Pensei em apelar para a Filosofia, cheguei a pegar o A História da Filosofia, do Will Durant, mas lembrei-me que o tenho e que mesmo ele não me interessou novamente. Para onde ia então a vontade de ler? Deus do céu. E meus planos de leitura? Eu não estava com eles em mão, não sabia onde estavam e não os recordava. Os livros simplesmente desapareceram. Simples assim. Foi então que cheguei a ele, Verne. Julio Verne. E ao ler o nome do autor na lombada do livro veio-me a imagem de Samuel L. Jackson atemorizado no fundo do oceano com 20.000 Leguas Submarinas a mão e com medo do polvo gigante. Verne. Um salvador. Apanhei o livro. Era ele, era ele que eu leria até arrumar a bagunça que fiz nas minhas leituras - como sou um filho da puta displicente! E então, quando voltava para a bancada do atendente da biblioteca veio Grandes Livros em minha mente. Claro! Era ele também. Como a Biblioteca Origines Lessa é boa! Era outro salvador. Corri até o atendente para apanhar o livro. O cara o pegou e então, estava tudo bem. Eu estava salvo. Mas aí aconteceu o engraçado. Aí, sim, eu posso usar aquele frase futebolística: Aí, sim eu fui surpreendido! Hemingway, O Jardim do Eden. Mas, não o levei. Não fiz como ele fazia na livraria da Sylvia Beach quando via um livor que queria muito ler (isso ele deixa claro no Paris é uma festa). Não o fiz. Não o apanhei. Mas terei a dignidade de fazê-lo asism que terminar esses dois. Estou lendo rápido agora, me dedicando realmente aos livros e deixando o computador e as coisinhas estupidas de lado. Dedico-me a ver a figura linda de minha mulher e minha filha e aos livros. Ah, como é bom ler... e ainda mais tendo em mãos salvadores duma alma torturada, como a minha, pela indecisão. Graças a Verne, a Denby e Hemingway (não que King e Rice sejam desmerecidos, mas ainda não é a vez deles, ainda não voltei ao pop tão fortemente quanto ao fim de ano - um novo ano, um novo início).


Até mais, gente.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Leituras de fim e início de ano

Comecei o ano bem em leituras, ao menos eu acredito que o seja. O último livro completo que li no fim do ano passado foi Dexter Design de um Assassino. 'Tá bem, leitura pop, mas e daí? Quem não se apaixona por Dexter, tanto a figura do seriado quanto a personagem do livro? Dexter é Dexter e pronto. Acredito que qualquer pessoa que chegar a ler um Dexter ou a assistir algum episódio do seriado ficará encantado com ele. Mesmo que temos ainda a alegria de saber que o seriado - Graças a Deus - não segue fielmente a sequência de livros, apenas a primeira temporada tenta “arremedar” o primeiro livro da série, e consegue pegar o que tem se quer retirado e transformado para um programa, como o foi. Por isso o interessante é assistir Dexter e também lê-lo, porque mesmo sendo diferente do livro, a figura do Michael C. Hall fica na mente da gente enquanto vemos todo o sarcasmo corrosivo dele solto desenfreadamente. Após deixar Dexter e seu Passageiros das Trevas, vi-me novamente apanhado pelo pop e passageiro da literatura: Stephen King (tudo bem tem gente que diz ele não ser literatura - pode até não ser, mas como eu queria coisas mais suaves para ler, o li). Iniciei a leitura de Duma Key em dezembro e atravessei o ano novo com o livro nas mãos... é relaxante. Não é aquele terror absurdo, na verdade nem acredito que aquilo seja terror, mas antes um trabalho de cunho psicológico e em parte King deixa para os leitores julgarem se aquilo pode ser terror ou não. Acho que a história é mais um suspense fantasmagórico que um terror, mas como diria Wireman “Essa é minha opinião”. O livro também não é totalmente ridículo (como alguns trabalhos dele são) e você até adquire um certo carisma por Edgar Freemantle e Wireman no decorrer das páginas do livro (e olha que passam de 600, mas no final, quando se vê que está acabando, aparece a saudade da personagem e uma vontadezinha de recomeçar a leitura - mas é claro que como eu tinha mais coisa para ler terei que deixar isso para daqui a alguns anos).
Então, lá estava eu terminando King e olhando para a pequena peça de rack que tenho em meu quarto onde ficam alguns de meus livros e admirando um de capa dura, azul e branco com o desenho da torre Eiffel: Paris é uma festa! Bem, meus queridos, aí sim, aí sim não estou sendo jogado nessa cultura literária pop (e agradável), mas sim, estou indo em caminho ao que pode ser visto como clássico. Hemingway. Ernest Hemingway é foda! Dele li somente O Velho e o Mar, que também acabei assistindo a uma versão antiga do filme que deve ter sido rodada pela década de 60 ou 70 do século passado. O livro (O Velho e o Mar) é ótimo , o filme até que é bem fiel, mas sei lá, acho que eu com minha ignorância cinematográfica não saberia como gostar dele de verdade... gosto quando sobem os créditos, no final e mostra os pescadores da aldeia saindo com seus barcos para pescar antes da manhã chegar, é bem agradável ver aquilo. Mas deixando a digressão de lado e voltando para Paris...  do livro posso dizer que Paris é uma festa, sim, e também um sonho... sonho que até gerou o filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen. A Paris dos anos 20, a Paris que Allen retrata nos passeios noturnos de Gil. E lendo Hemingway tem-se essa idéia tanto de infinitude quanto de uma cidade fantástica, idílica, onde tudo-fica-bem-por-pior-que-o-seja. E hoje, trabalhando, andando sob a chuva, tive essa divagação de Paris, do filme e do livro, já que Gil adora Paris sob a chuva e recordando-me de Hemingway falando da Paris outonal tive idéia de que isso acontecia aqui, hoje, já que esse tempo parece louco. Parece outono, quase inverno, embora não esteja frio, mas todo o céu, e o vento, e a chuva, mostram isso, que parece um nascimento de inverno.
Após a releitura de Paris é Uma Festa talvez eu caia nas graças de Proust (ou quem sabe de Noah Gordon com seu cantante La Bodega, ainda não sei). E logo terei que me dedicar a livros que realmente devem ser lidos: clássicos. Tenho que voltar pra faculdade afiado em leituras pra não passar vergonha ou qualquer coisa desse tipo.
Ai, ai, ai, ai... ‘té mais.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

This is Halloween

Meio atrasado para um post de Halloween, mas tudo bem, ainda dá tempo. A noite ainda existe e a escuridão a segue - ainda!
Tinha me esquecido dessa música do Manson, a ouvi e pensei em postar aqui o vídeo do yotube. É bem legal... me recordou de imediato o Estranho Mundo de Jack, de Tim Burton. E tive que rever o trailer e reouvir a musiquinha (This is Halloween This is Halloween This is Halloween) tocando e retocando inssitentemente na cabeça (Everybody Scream Everybody Scream).
Bom, sendo então melancólico e soturno, deixo esse clipe abaixo e bem-vindos à Cidade do Halloween.

http://www.youtube.com/watch?v=jU6iP0WLsU8


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Alguém daria a vida por algo que não existe? Alguém daria a vida por um sentimento de perfeição? Não digo de amor perfeito (esse eu tenho, minha esposa é esse amor de perfeição), digo de alguma coisa que possa ser tangível, de você poder olhar nos olhos de váias pessoas e sorrir e pensar assim: Para... Paradise. Parafraseio Coldplay na perfeição... parafraseio o cantar à vida de Coldplay nesa perfeição. Viva la Vida! Viva ao belo! Viva la Vida! Viva a Eternidade! Viva a você, minha fofa... vica a você, meu anjo chamado Ju... viva a você, minha linda de  olhos meigos e de risada tão profunda e gostosa, que contagia meu eu tão pequeno à luta contra meu demônio à eternidade...

Dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

Não sei o que levou a ser escrita essa música, essa letra, essa melodia, essa simplicidade que faz um homem de coração de pedra sorrir. Não sei. Mas sei reconhecer a beleza sonora, a tenacidade da voz e à evocação do que essas coisas trariam  a qualquer ser apaixonado.

Como comecei a escrever... alguém daria a vida por algo que não existe? Idílico? Sonho ou não, utópico ou não? Ao amor eu não preciso mais, ao amor eu não preciso me preocupar mais, à melodia do amor e da bonança eu não preciso mais, porque sempre terá alguém sussurrando em meu ouvidos:

Dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise

Fofa, essa é pra você:

http://letras.terra.com.br/coldplay/1963119/traducao.html

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Depois de algum tempo sem escrever... algo sobre viagens!

Nas minhas andanças pela internet, tentando encontrar algum blog que pudesse ter algum conteúdo interesante (não, é claro, que o meu tenha - porque é praticamente fatp que não tem!), estava lá eu certo fim de tarde, passeando quando me dei de cara com blog (esse primeiro não me recordo) que me encaminhou para outro blog sobre viagens: Viaggio Mondo (http://www.viaggio-mondo.com/). Comecei a vagar por ali, procurando e procurando quando comecei a ver coisas interessantes que parecem realmente serem vividas pela autora do blog, Fê Costa.
Fica aí a dica para quem gostar de viagens (ou de conhecer o mundo sem poder - ou precisar sair de casa).

Viaggio Mondo - http://www.viaggio-mondo.com/

terça-feira, 26 de abril de 2011

Conversas

Às vezes eu fico pensando no "poder" duma conversa. É incrível como palavras que saem da boca de alguém e entram em nossos ouvidos podem ser agradáveis ou totalmente desagradáveis. Conversas à toa também, quando você pensa que está ali, às toa, só ouvindo, vai descobrindo que foi construindo dentro de si um castelinho agradável que vai precisar de manutenção, o que quer dizer, outra conversa daquele tipo. Li em algum lugar sobre isso uma vez eu ontem à noite fiquei pensando nisso. É interessante mesmo como pequenas palavras são agradáveis ainda mais quando vêm de pessoas que gostamos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Noite (realmente) adentro e amanhecer...

Estou trabalhando no infindo turno que me sinto um morcego ou coruja, ou melhor, imitação de algum desses agourentos seres noturnos. Os minutos se arrastam fazendo pequenas incisões em todo meu corpo, tirando dali qualquer coisa que não seja sangue - energia minha mesmo. E com isso o esvair de horas é ainda mais lento. Mas, essa noite não foi tão horrível assim esse desmembramento. A noite estava elétrica. Raios, relâmpagos e pesadas nuvens negras (dava pra vê-las se aproximarem e tomar conta de todo o negro firmamento) rolavam numa comunicação tempestiva. Eu já podia ver as grossas e gélidas gotas de chuva que viriam desse acasalamento espacial. Esperei e esperei, sentindo-me um morcego (claro que não o próprio Batman) andando e andando, trabalhando e trabalhando até que os primeiros sinais da chuva chegara: gotas de início espessas, mas logo foram se esparsando e então, de repente - paft! - caiu a chuva. Mas (chuva, oh, chuva minha!), durou por pouco tempo, logo virou garoa e logo passou... e então, o amanhecer veio quase a seguir.
Às vezes fico perplexo com o poder que essas coisas têm sobre mim. Como qualquer bom morcego (mesmo eu detestando ficar acordado a madrugada toda) eu adoro a noite, mas... o amanhecer, às vezes, é mais mágico que a noite em si. E o que vi foi realmente mágica. O céu estava nublado, nuvens plúmbeas e pesadas compartilhavam a companhia de alvas nuvens de algodão. Estava fresco, ao contrário da calorente a atípica noite de outono. O sol demorou um pouco para se mostrar, mas quando veio foi realmente um espetáculo. Era como se todas as fadinhas pudessem estar cantando em uníssono naquele instante e assim refazendo a vida do sol. Foi incrível. Sei que parece estupidez, mas relamente o amanhecer de hoje foi incrível e belo como um amanhecer primaveril.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Hi Lili, Hi Lili, Hi Lou

Eu tenho algumas recordações da infância que acredito serem interessantes, é claro que devem ser interessante somente para mim. Recordações de quando eu tinha 12 ou talvez 13 anos e cursava o ginásio (hoje, ensino fundamental). Aprendi uma música naquela ópca que ecoa em minha mente e, às vezes, eu me apanho cantarolando-a baixinho. Se não estou enganado essa canção se chama "Hi Lili, Hi Lou". Aprendi-a com a professora de Educação Artística (nem sei hoje em dia se as crianças têm essa matéria ainda). É uma cançãozinha interessante e que tem uma fórmula bem simples, mas que funciona, às vezes canto-a quando me sinto triste - então com voz um pouco mais alta e deixando o som de cada palavra ir aos meus ouvidos e atingir algum ponto bem lá dentro, no meu cérebro, onde possa restaurar qualquer coisa.

Eis a canção:


"Um passarinho me ensinou uma canção feliz
que quando solitário estou
mais triste do que triste sou,
recordo o que ele me ensinou
nessa canção que diz:

'Eu vivo a vida cantando
Hi Lili, Hi Lili, Hi Lou
por isso que sempre contente estou
o que passou, passou.
O mundo gira em voltas
e nessas voltas eu vou,
cantando a canção que sempre diz:
Hi Lili, Hi Lili, Hi Lou.
Por isso é que sempre contente estou,
Hi Lili, Hi Lili, Hi Lou.' "

domingo, 20 de março de 2011

Robert Frost, Vivaldi e o Inverno

 O Outono... Ah!, já começou! Já dá pra sentir no ar as garras gélidas dos dias de sol triste e frio e de noites geladas, assombrosamente frias e sem vida. Bem, não sem vida. Existe uma vida diferente nas noites invernais, ou outonais. O Verão chega ao fim, o início do frio está aí. Bem... o Inverno! Não dá pra pensá-lo, imaginá-lo, como um inimigo mortal que está nos mostra como somo frágeis sob seus cuidados embora ele o seja. E é então que me recordo dum poema que tive contato a primeira vez em 1999 ou 2000, de Robert Frost, o "Stopping By Woods on a Snowy Evening" (algo como Parando no Bosque num Anoitecer Nevoso). Acho esse poema lindo, fantástico mesmo e quando declamado, quando cada palavra sai da boca faz com que o som não seja simplesmente de palavras vazias ao vento. Não. Acredito que esse poema é um tipo de ode ao Sr. Inverno (ou Mr. Winter, em Inglês).

 
Stopping By Woods on a Snowy Evening

Whose woods these are I think I know.
His house is in the village though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.

My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.

He gives his harness bells a shake
To ask if there is some mistake.
The only other sound's the sweep
Of easy wind and downy flake.

The woods are lovely, dark and deep.
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.



A tradução é algo como:

Parando no Bosque num Anoitecer Nevoso

De quem é esse bosque, acho que sei
No entanto sua casa é no vilarejo;
E ele não me verá parando aqui
Pra assistir seu bosque se encher de neve.

Meu cavalinho deve achar estranho
Parar sem nenhuma casa de estrebaria por perto
Entre os bosques e o lago congelado
Na noite mais escura do ano.

Ele dá um chacoalho no seus arreios
A perguntar se há algum engano
O único outro som é o varrer
Do vento leve e neve macia.

O Bosque é amável, escuro e profundo.
Mas eu tenho promessas a manter
E milhas a percorrer antes de dormir
E milhas a percorrer antes de dormir.

Essa tradução é livre, feita por mim totalmente despreocupada com a rima, só pra dar a possibilidade a quem ler esse post e não souber Inglês, de poder imaginar como é simples e profunda essa sensação de noitinha fria de Inverno. Escrevi isso ouvindo "L'inverno" (em português, O Inverno) da "Le quattro stagioni" (conhecidos em português como As Quatro Estações), de Vivaldi, o que fez sentir-me totalmente invernal. Acredito que haja alegria nesse concerto de Vivaldi. Contudo, quando ele adentra "L'autunno" fica tangível o crepúsculo do Verão e o nascer da estrela escura do Inverno. O ar muda, e a própria tenacidade da música também. Os acordes são mais firmes e no próprio Outono existe um toque maior que no Inverno, um toque de desespero de solidão, o início, o nascimento, a ressurreição, do distanciamento da vida normal e corriqueira do Verão, e então, surge aquele ser semi vivo que grita nas noites com seus ventos frios nada similar aos ventos frescos e perfumados da primavera), úmidos duma chuva que parece nunca cair, mas quando cai enregela tudo ao redor ainda mais. Vivaldi foi sábio e duma maestria incrível ao criar esse concerto, e conseguir incurtir naqueles sons cada sensação de cada Estação.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Novamente a chuva!

Há pouco cheguei em casa. Vim da faculdade pra casa sob a chuva. Chuva fria, vento frio e eu andando pelas ruas meio escuras pela iluminação fraca. Parecia cenário d'algum filme de terror ou suspense. Só que naqueles instantes eu nem me importava com esse ar de suspense/terror. Não, eu somente me preocupava com a chuva. Chovia e chovia e isso era o importante, a chuva. "Deus!", pensei, "Como isso é bom!" E era bom mesmo. Ainda chove, garoa bem fina e fria. E tem algum tempo que não escrevo aqui, mesmo que sei que ninguém lerá. Não escrevo pra que as pessoas leiam, escrevo porque meus poros precisam que eu escreva, porque minha respiração precisa que eu escreva, e é engraçado que o dia que me impeliu a voltar escrever aqui tenha o efeito calmante da chuva, como teve o último dia que aqui escrevi.
Chuva! Chuva minha!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Chove chuva!


Os trovões estão gritando ao longe. O firmamento está carregado, as nuvens noturnas, vermelhas,  parecem arrastar-se lentamente ao sabor do vento. Embora lá fora o vento esteja fresco (uma brisa noturna suave), aqui dentro está quente, um pouco abafado. A chuva é iminente, sei que a qualquer momento o firmamento todo recomeçará a sinfonia que tem regido todas essas noites desde o início do ano novo e hoje ainda é dia quatro de janeiro. Quatro noites de ano novo e praticamente todas as noites com chuva, exceto o dia primeiro em si. As manhãs têm sido frescas também, as tardes, quentes. Todas as manhãs desses primeiros dias vêm ocorrendo uma batalha no céu. As nuvens negras, ameaçadoras vêm lutando contra a luz do sol, que tenta imiscuir-se por seus vãos. Têm vezes que o sol ganha e nos saúda com seus raios quentes matinais, mas têm vezes que as nuvens são mais fortes, como ocorreu na manhã de ontem que choveu praticamente toda a manhã. Mas a tarde, o sol enfim imperou com força e calor. Somente no final do dia as nuvens ganharam novamente e a noite foi saudada com chuva. Hoje foi vez do sol, o sol perdeu parte da batalha da manhã, mas foi senhor a tarde toda e ao anoitecer, mas agora, o céu todo vai acabar cedendo e as lágrimas cairão. É engraçada uma coisa nisso, eu costumava pensar, durante o inverno (que fez um frio tremendo), que as noites de verão com suas chuvas costumam ser belas e agradáveis, mas estas têm me parecido tristes, como se faltasse alguma coisa na chuva e da chuva. Ontem mesmo, pela manhã, enquanto estava em meu trabalho e observava a chuva me ocorria isso, como a chuva parece tristonha! Infelizmente não posso fazer nada a não ser observar e especular. Quem sabe até o fim dessa semana se a chuva ainda persistir, eu possa perder essa impressão de solidão que a chuva tem me mostrado.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Lá fora a chuva chora

Lá fora a chuva chora
a noite nasce
e a chuva, chora

as fadas dormem
os duendes acordam,
e a chuva chora.

Lá fora o dia virou noite
a noite ganhou vida
a vida que me traz dores...

Lá fora,
a chuva chora.

domingo, 2 de janeiro de 2011

La Bodega e A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. Livros!!! Livros!!! E livros!!!!

Um livro excelente que comprei esse fim de ano foi La Bodega, de Noah Gordon, editora Rocco. Imagine você apanhar um livro e ler a resenha na contra-capa e depois na orelha, e sentir-se deliciado pelo que poderia ler ali, dentro daquela capa de cor amarelada contendo as folhas de uma parreira e um cacho de uvas. Bem, senti-me assim ao ter em mãos La Bodega. O livro é excelente, terrivelmente excelente e, como o autor mesmo diz na primeira orelha: é uma "carta de amor ao país", no caso, a Espanha. O livro conta a história de Josep, um campônes que trabalha no sul da França, num vinhedo. Depois de receber a notícia da morte do pai ele resolve voltar para a Espanha, donde fugiu nos atrás por ser procurado. Então, a história se desenrola quando ele chega na cidadezinha fictícia de Santa Eulália. Bem, é uma história linda, bem contada, que valoria e prima a Espanha. Dá até vontade de tomar vinhos espanhóis e franceses quando se lê o livro. Eu simplesmente recomendo.

O outro livro que comprei é A Sombra do Vento. Acredito que Carlos Ruiz Zafón possui um estilo realmente surpreendente, tanto por ser direto, como por descritivo. O cara faz a gente ficar ali, de cara no livro, querendo saber o que vai acontecer em seguida e o que está acontecendo no momento que lemos. É um livro impressionante. Não é tão delicado quanto La Bodega, é um livro mais forte, com emoções mais sombrias, já que a história narra sobre a busca dum adolescente sobre um escritor tido como morto: Julián Carax. Daniel Sempere, o garoto, é levado pelo pai, a um lugar conhecido por poucos chamado O Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar pode ser apenas apresentado pela pessoa por um já integrante do "clube", e o pai de Daniel é um desses (isso é contado também no livro posteior ao A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo). A única exigência nessa primeira visita é que se adote um livro, e Daniel procura entre as infindáveis prateleiras até encontrar A Sombra do Vento, de Julian Carax. Carax foi um escritor de pouco sucesso, nascido espanhol e acabou indo para França com a mãe. Daniel descobre que o escritor já morreu e fica obscecado pela obra do mesmo, querendo encotrar todos os seus livros, mas se surpreende ao saber que alguém está queimando todos os livros de Carax e que agora está atrás dele, já que ele possui o que é o último livro existente do escritor. A história realmente é incrível, cheia de emoções, de ação e até comédia. Zafón utiliza-se também de citar livros tidos como de literatura universal no decorrer da história. Uma coisa que também surpreende é a relação pai-filho de Daniel e seu pai, o  dono da livraria Sempere e Filhos, chega a ser tocante o jeito do senhor Sempere tratar o filho, um homem de olhar perdido e jeito triste.
Claro que vale mencionar aqui também um outro livro de Zafón, O Jogo do Anjo. Tive o prazer de lê-lo quase que seguidamente ao A Sombra do Vento e achei-o tão fantástico quanto o primeiro.
Aqui está uma pequena resenha dele:
"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço."
Tenho que dizer que a história se cruza com a d'A Sombra do Vento, a cidade de Barcelona novamente é o pano de fundo e a livraria aparece com o pai de Daniel agora um sujeito calado e jovem. Vê-se a mãe de Daniel aparecer nesse livro e fiquei encantado com uma que surge na história e tem a vida marcada pela trsiteza e cuja presença no fim faz com que as lágrimas rolarem de meus olhos. O Jogo do Anjo, por sua vez, conta a históra de David Martín, um jovem escritor que vive Barcelona na década de 20. Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinha sozinho num casarão em ruínas. É quando surge Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro, e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir. O Jogo do Anjo traz alguns dos personagens de A Sombra do Vento. No entanto, de acordo com o autor, o livro não é uma continuação de sua obra anterior, mas sim uma segunda investida em uma narrativa “centrada em um mesmo universo literário. É como uma caixinha chinesa, um labirinto de ficção em que há quatro portas de entrada”.
Vale a pena lê-lo também.